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Dormir muito faz mal? Entenda os possíveis riscos que o excesso pode trazer à saúde

O sono é essencial para melhorar a memória, o humor e o funcionamento do corpo, mas em excesso esse ato pode trazer malefícios ao corpo

Victoria Rodrigues

Você costuma acordar tarde na maioria das vezes? Um estudo publicado no Jornal da Associação Americana de Diretores Médicos identificou que dormir em excesso pode trazer diversos riscos à saúde de homens idosos. Entre essas ameças, estão que homens com idade 60+ que dormem mais de nove horas por dia possuem o maior risco de perder a mobilidade dos membros, de serem hospitalizados e de até morrerem.

Segundo os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido), os dados incluem 1.582 homens e 1.626 mulheres com 60 anos, mas os resultados apontaram maiores consequências aos homens. O professor de Gerontologia da UFSCar e autor do estudo, Tiago da Silva Alexandre, explica que o maior risco está no comprometimento da liberação de testosterona.

“Embora durmam mais horas, essas pessoas tendem a ter um sono mais fragmentado e com menos fases profundas. Esse tipo de sono de alta quantidade de horas, mas de baixa qualidade, com muitas interrupções, compromete a liberação de testosterona, um hormônio essencial para a manutenção da massa muscular, sobretudo em homens, acelerando assim a perda de velocidade da caminhada”, disse à Agência Fapesp.

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Dormir em excesso pode causar um processo de inflamação crônica

Para os pesquisadores, além dos perigos relacionados às questões hormonais, o sono em escesso pode intensificar o processo de inflamação crônica, o que pode resultar na redução da força e da massa muscular. “Costuma-se dizer que ter músculo é ter saúde e, na velhice, isso não é diferente. Isso acontece porque o sistema imunológico e o sistema endócrino são mediados pelo sistema muscular”, explicou Alexandre.

“Para o idoso, que fisiologicamente tende a dormir menos e ter mais cochilos diurnos, dormir mais de nove horas à noite é um padrão incomum, que pode sugerir vulnerabilidade clínica. Por isso, o estudo reforça a necessidade de considerar o sono prolongado como um marcador clínico específico de risco para homens idosos”, finalizou o pesquisador Tiago da Silva Alexandre.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)