Caneta emagrecedora produzida no Brasil começa a ser vendida após aval da Anvisa
A aprovação ocorreu após a expiração da patente do Ozempic, encerrada em março deste ano
A primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil com semaglutida sintética começou a ser comercializada nesta segunda-feira (15). O medicamento, chamado Ozivy e fabricado pela EMS, recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.
A chegada do produto ao mercado acontece poucos meses após o vencimento da patente do Ozempic, um dos medicamentos mais populares da categoria no país. Com isso, outras farmacêuticas passaram a disputar espaço no segmento de remédios à base de semaglutida, substância amplamente utilizada no controle glicêmico e também associada à perda de peso.
Qual o valor da caneta emagrecedora brasileira?
Segundo a EMS, o preço de tabela do Ozivy será de R$ 498 por caneta. A empresa informou ainda que pacientes cadastrados no programa Vida + Leve poderão adquirir o medicamento por R$ 452 a unidade.
Para ampliar o acesso ao tratamento, a farmacêutica lançou uma campanha promocional voltada aos primeiros meses de uso. Conforme divulgado pela empresa, pacientes que aderirem ao programa inicial de três meses terão um custo médio de R$ 287 mensais durante o período promocional. Após esse prazo, o valor retorna ao preço regular.
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Produção
O Ozivy é produzido na fábrica de peptídeos da EMS, localizada em Hortolândia, no interior de São Paulo. De acordo com a companhia, a unidade industrial possui capacidade para fabricar até 40 milhões de canetas por ano.
A estrutura faz parte de uma plataforma industrial que recebeu investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura. A estratégia da empresa é ampliar a produção nacional de medicamentos à base de semaglutida, diante do crescimento da demanda por tratamentos relacionados ao diabetes tipo 2 e à obesidade.
A autorização da Anvisa para comercialização do medicamento foi concedida no fim de maio. A aprovação ocorreu após a expiração da patente do Ozempic, encerrada em março deste ano, o que abriu caminho para a entrada de novos produtos com o mesmo princípio ativo no mercado brasileiro.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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