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Anvisa investiga 6 mortes por pancreatite por uso de canetas emagrecedoras

O monitoramento reúne informações tanto do uso comercial desses produtos quanto de estudos clínicos.

Gabrielle Borges

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigação após o registro de seis mortes por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil.

Os casos estão ligados a medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, substâncias utilizadas principalmente no tratamento do diabetes e da obesidade. Entre os princípios ativos envolvidos estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, amplamente prescritos para controle do peso e da glicemia.

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Dados do sistema VigiMed, da Anvisa, apontam 225 notificações suspeitas de pancreatite possivelmente associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. O monitoramento reúne informações tanto do uso comercial desses produtos quanto de estudos clínicos.

Do total, 145 registros foram inseridos no sistema oficial de farmacovigilância entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Quando considerados também os dados provenientes de pesquisas clínicas, o número chega a 225 relatos.

Pancreatite está descrita na bula

Embora os casos mais graves sejam considerados raros, a Agência reforça a necessidade de atenção a sinais e sintomas e alerta para a importância do acompanhamento médico durante o tratamento.

A Anvisa lembra que a possibilidade de pancreatite já está descrita nas bulas desses medicamentos como um efeito adverso conhecido, reforçando que pacientes devem seguir rigorosamente a prescrição médica e informar qualquer reação inesperada ao profissional de saúde.

O acompanhamento médico é essencial durante o uso desses medicamentos, sendo importante o monitoramento de efeitos colaterais graves, como a pancreatite, uma inflamação que pode evoluir de forma rápida e levar a complicações sérias.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).