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Memória azulina

Remo vai para a Libertadores se ganhar o Rainha das Rainhas? Entenda a mística que liga conquistas

Coincidências históricas entre títulos do Remo no futebol e vitórias no Rainha das Rainhas atravessam décadas e reforçam a mística azulina

O Liberal

23 de janeiro de 2026 às 17:47

Em 2026, Eduarda Barra tem a missão de manter a coroa de Rainha das Rainhas no Clube do Remo, após a vitória de Lohanne Lima em 2025

Em 2026, Eduarda Barra tem a missão de manter a coroa de Rainha das Rainhas no Clube do Remo, após a vitória de Lohanne Lima em 2025 ( Foto: Wagner Santana/O Liberal )

Ao longo de mais de sete décadas, o Clube do Remo construiu uma relação singular entre o futebol e o mais tradicional concurso de fantasia do carnaval paraense, o Rainha das Rainhas. Para a torcida azulina, não se trata apenas de coincidência. Sempre que o Leão Azul vive anos marcantes dentro de campo, o clube também costuma brilhar nas passarelas, alimentando uma mística que atravessa gerações.

Essa relação voltou a ganhar destaque em 2025, quando o Remo garantiu o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e, no mesmo ano, conquistou mais um título no Rainha das Rainhas. O episódio reacendeu comparações com 2005, outro período emblemático em que vitórias no futebol e no concurso caminharam lado a lado.

As “coincidências” levantaram uma questão para os azulinos: o Remo vai para a Libertadores se ganhar o Rainha das Rainhas? Isso porque, na Série A, a classificação tão sonhada pelos 20 clubes é à Libertadores da América. Em 2026, na 78ª edição do concurso de fantasia, Eduarda Barra é a candidata do Leão Azul à coroa. Saiba mais sobre a relação entre o Remo no futebol e no Rainhas.

2025: acesso à Série A e vitória no Rainha das Rainhas

Na temporada de 2025, o Remo confirmou o retorno à elite do futebol nacional ao terminar a Série B do Campeonato Brasileiro na 4ª colocação. O acesso foi selado após uma vitória decisiva contra o Goiás, no estádio Mangueirão, em Belém, combinada a outros resultados da rodada que favoreceram o clube.

No mesmo ano, o Remo voltou ao topo do Rainha das Rainhas. A candidata Lohanne Lima foi a campeã do concurso ao desfilar com a fantasia “Parvati: a energia indiana do amor”, inspirada na simbologia do amor e da fertilidade. A conquista reforçou a percepção de que os grandes anos esportivos do clube costumam coincidir com vitórias no tradicional evento carnavalesco.

Lohanne Lima, Rainha das Rainhas 2025
Lohanne Lima, Rainha das Rainhas 2025 (Wagner Santana/O Liberal)

Uma curiosidade que chama atenção dos torcedores é a presença de Tonhão nos dois momentos históricos. Vice-presidente do Remo em 2005, ele também acompanhou, em 2025, o retorno do clube à primeira divisão do futebol brasileiro.

2005: o “Fenômeno Azul” e o título da Série C

A coincidência mais lembrada pela torcida ocorreu em 2005, ano do centenário do Clube do Remo. Após um período de dificuldades, o time deu a volta por cima e conquistou o Campeonato Brasileiro da Série C, ao vencer o Novo Hamburgo-RS por 2 a 1 na fase final da competição.

A campanha ficou marcada pela média de público superior a 30 mil torcedores, fenômeno que ganhou projeção nacional e passou a ser conhecido como o “Fenômeno Azul”. Naquele mesmo ano, o clube já havia iniciado a temporada em clima de comemoração com a vitória de Paula Nancy Lima Diocesano no Rainha das Rainhas.

Ela desfilou com a fantasia “Tuluperê – A Encantada Cobra Grande”, resultado que encerrou um período sem títulos do Remo no concurso e fortaleceu ainda mais a associação entre sucesso esportivo e prestígio social do clube.

Quantos títulos o Remo tem no Rainha das Rainhas?

O histórico do Remo no Rainha das Rainhas ajuda a explicar por que a relação entre futebol e fantasia é tão forte. O clube é o segundo maior vencedor da história do concurso, com 13 títulos, conquistados desde a década de 1950.

Muitos desses triunfos ocorreram em anos de destaque no futebol, especialmente em períodos de hegemonia estadual, títulos nacionais e campanhas históricas.

Anos em que futebol e passarela caminharam juntos

Ao longo da história, diversas conquistas esportivas do Remo coincidiram com vitórias no Rainha das Rainhas. Entre os principais exemplos estão:

  • 1999: título estadual que consolidou a hegemonia azulina no Pará e vitória de Geruzah da Costa Souza com a fantasia “A Incrível Josephine Baker”.
  • 1989: Campeonato Paraense invicto e título de Valéria Porpino Nunes com “Nirvana”.
  • 1977: conquistas do Campeonato Paraense e do Torneio Pará-Maranhão, além da vitória de Martha Nazaré Santos Corrêa com “Dançarina do Nepal”.
  • 1976: maior público da história do Baenão, com 33.487 pagantes, e título de Frida Azulay Guerra com “Dançarina da Ilha de Bali”.
  • 1975: tricampeonato paraense invicto, vitória histórica sobre o Flamengo de Zico no Maracanã e título de Suely Figueiredo de Castro com “Espanhola de Madrid”.

Tradição que vem desde os anos 1950

A ligação entre o Remo e o Rainha das Rainhas acompanha o crescimento do clube no cenário esportivo nacional. Nos anos 1950 e 1960, período de afirmação do futebol paraense, o Remo também se destacava no concurso.

Em 1961, quando o clube alcançou o 8º lugar na Taça Brasil — torneio que deu lugar ao Campeonato Brasileiro —, melhor campanha paraense da época, Maria José Pereira venceu o Rainha das Rainhas com a fantasia “Autêntico Faisão Imperial”. Já em 1959, ano do título do nacional Torneio Início, Edna Azevedo de Azevedo conquistou o concurso com “Mademoiselle Frou-Frou”.

Por que essa relação virou mística para a torcida azulina?

Entre acessos nacionais, títulos estaduais, campanhas históricas e fantasias que marcaram época, a torcida azulina passou a enxergar nessas coincidências um símbolo de bons presságios. Uma mística construída ao longo do tempo, unindo dois dos palcos mais importantes da história do Clube do Remo: o campo e a passarela. E neste ano, será que o “tabu” será mantido?

Como comprar ingressos para o Rainha das Rainhas 2026

As vendas das entradas para a 78ª edição do Rainha das Rainhas já estão disponíveis. O valor do ingresso para um lugar na pista custa R$ 40,00 no primeiro lote e para a mesa de 4 lugares custa R$ 300.

O ingresso para a pista do Rainha das Rainhas 2026 está no link: tickzi.com.br/eventos/rainhadasrainhas2026.

No momento da compra é necessário selecionar a quantidade de entradas, limitada a 10 por compra. As entradas físicas podem ser adquiridas nas duas unidades da loja Peça Rara em Belém: na loja da avenida Gentil Bittencourt, 582, e na loja da avenida Duque de Caxias, 869. E ainda na área de Assinaturas de O Liberal na sede do Grupo Liberal, na avenida Romulo Maiorana, 2473, esquina com a Perebebuí, no bairro do Marco.

Já a mesa de quatro lugares (no valor de R$ 300) pode ser adquirida via WhatsApp da produtora Show Bis: (91) 98152-4202 ou presencialmente na sede do Grupo Liberal.

Quem são os patrocinadores do Rainha das Rainhas 2026

O concurso Rainha das Rainhas 2026 tem patrocínio da Cerveja Caribeña e do Centro Universitário Fibra e apoio da construtora Porte Engenharia.

A concessionária Revemar é responsável pelo prêmio principal deste ano: um carro Peugeot 208.