Conheça a história do maior concurso de beleza e fantasia do Norte e Nordeste

Redação Integrada

Criado pela família Maranhão, o concurso de beleza e fantasia Rainha das Rainhas do Carnaval surgiu em 1947, em Belém, e é considerado um dos mais expressivos do segmento carnavaleso das regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde vários clubes sociais da capital paraense elegem uma representante para disputarem um título que atravessa gerações e supera até contextos políticos e econômicos.

Sua primeira edição foi realizada no Clube Aliados, com divulgação pelo jornal Folha do Norte. A partir da década de 1960, com a aquisição da Folha do Norte pelo jornalista e empresário Romulo Maiorana, o concurso passou a ser comandado pelo Grupo Liberal.

A mudança de coordenação provocou grandes e importantes transformações, fazendo da disputa entre os clubes sociais uma verdadeira instituição que é sinônimo de sonhos e glamour, permeando o imaginário de jovens moças de vários municípios paraenses até os dias atuais.

(Divulgação)

Com o surgimento da TV Liberal, afiliada Rede Globo, em 1984, os desfiles passaram a ser transmitidos ao vivo em televisão aberta, acirrando ainda mais a disputa, com os clubes investindo cada vez mais nas fantasias e suas representantes.

Mas o que realmente marcou aquele ano foi a estreia da música-tema "Papaya", do tecladista Lafayette Coelho, servindo de trilha sonora quando as candidatas entravam no palco para avaliação dos jurados, o que antes acontecia sem música. O sucesso foi instantâneo e "Papaya" virou sinônimo de Rainha das Rainhas.

Anos depois, em 1993, as candidatas passaram a ser julgadas por três quesitos: fantasia, beleza e desembaraço, com o uso de votação eletrônica.

Mudanças

Já com 50 anos de existência e tradição, a coordenação do concurso passou dos jornalistas Ossian Brito e Isaac Soares para o jornalista Adenirson Lage e a professora de dança Clara Pinto.

Em 1997, o corpo de jurados passou a ser composto por personalidades ligadas ao mundo da moda e do carnaval e teve membros como Joãosinho Trinta e Antar Rohit. Também neste ano, cada participante podia escolher sua trilha individual de acordo com o tema da fantasia e gosto pessoal. No desfile, as candidatas se apresentavam com suas músicas escolhidas e "Papaya" entrava em cena na passarela.

No ano seguinte, em 1998, o concurso promoveu o "Disque Rainha", uma promoção que oferecia prêmios para o clube que tivesse mais ligações do público e também sortearia um carro zero quilômetro para um participante que houvesse ligado para a numeração da candidata preferida no período do evento.

Já nos anos 2000, a organização do evento definido que haveria limites de peso e tamanho para as fantasias das candidatas: 2,40 metros de largura por 2 metros de altura a partir da cintura e 20 quilos de peso para o resplendor.

Ainda neste ano o evento mudou novamente de local e passou a ser realizado na sede campestre da Assembleia Paraense até 2007, quando passou a ser realizado no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em 2008.

Em 2009, o Rainha das Rainhas deixou de ser transmitido ao vivo pela TV Liberal, o que durou até 2018.

Em 2019, o concurso de beleza e fantasia volta a ser transmitido ao vivo em sinal aberto e ganha nova coordenação de dança, após 22 anos: Ana Unger, que substitui Clara Pinto. O corpo de jurados passa, no mesmo ano, a ser composto por seis personalidades e o quesito desembaraço foi substituído por apresentação cênica.

Fantasias

Com o passar dos anos, as fantasias sofreram evolução. Os novos modelos determinados pela organização forçaram ainda mais a criatividade das equipes das candidatas, que tinham a obrigação de continuar chamando a atenção nas peças, mas de outra maneira.

Os olhos passaram a ser cobertos também por fantasias, por conta de artigos de luxo das peças usadas, principalmente, no resplendor e na cabeça das candidatas. Os objetos mais utilizados são cristais, semi joias, joias, muitas plumas e até materiais recicláveis.

Em média, cada fantasia custa cerca de R$ 50 mil e um detalhe pequeno, seja na evolução da fantasia ou na sua composição, pode fazer toda a diferença para a vitória.

O número de pessoas que assistiam ao espetáculo in loco também aumentou: de aproximadamente 2 mil pessoas para, em média, 5 mil pessoas.

CONFIRA AS CANDIDATAS DO RAINHAS 2020

 

Rainhas 2020
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