Como surgiu o Rainha das Rainhas? Conheça a origem do concurso de beleza
Criado em Belém em 1947, evento se consolidou como o maior concurso de beleza e fantasia do Norte e Nordeste
O Rainha das Rainhas, maior concurso de beleza e fantasia do Norte e Nordeste, chega à edição de 2026 mantendo uma tradição que atravessa gerações no carnaval paraense. O evento será realizado no dia 7 de fevereiro, no Hangar – Centro de Convenções, em Belém, e volta a movimentar clubes sociais, torcidas e o público que acompanha o espetáculo todos os anos.
👑 Criado em 1947, o concurso surgiu com o objetivo de reunir clubes da capital paraense e fortalecer a programação do carnaval. Ao longo das décadas, o Rainha das Rainhas se consolidou como uma das principais expressões culturais do Pará. Conheça a história.
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Quando e por quem o Rainha das Rainhas foi criado?
Criado em 1947, em Belém, o Rainha das Rainhas do Carnaval atravessou gerações e se firmou como o maior concurso de beleza e fantasia das regiões Norte e Nordeste. Idealizado para reunir clubes sociais da capital paraense, o evento superou contextos políticos e econômicos ao longo das décadas e se transformou em um dos símbolos culturais do Pará.
O concurso foi criado pela família Maranhão com o objetivo de promover a integração entre os clubes sociais de Belém e aquecer o período carnavalesco. A primeira edição foi realizada no Clube Aliados e teve ampla divulgação por meio do jornal Folha do Norte, um dos veículos da época.
Desde o início, o Rainha das Rainhas se destacou por unir beleza, criatividade e espetáculo, características que ajudaram a consolidar o evento no calendário cultural da cidade.
A partir da década de 1960, com a aquisição da Folha do Norte pelo jornalista e empresário Rômulo Maiorana, o concurso passou a ser coordenado pelo Grupo Liberal. A mudança marcou uma nova fase do evento, com investimentos em estrutura, visibilidade e organização.
Esse processo transformou a disputa entre clubes sociais em uma verdadeira instituição cultural.
Impacto da televisão no Rainha das Rainhas
Um dos momentos decisivos da história do concurso ocorreu em 1984, com a criação da TV Liberal, afiliada da Rede Globo. A partir daquele ano, os desfiles passaram a ser transmitidos ao vivo em televisão aberta, ampliando o alcance do evento e intensificando a rivalidade entre os clubes.
Com maior visibilidade, as agremiações passaram a investir ainda mais em fantasias elaboradas, coreografias e preparação das candidatas, elevando o nível do espetáculo apresentado ao público.
Como surgiu a música-tema ‘Papaya’?
Ainda em 1984, outro elemento marcaria definitivamente a identidade do Rainha das Rainhas: a estreia da música-tema “Papaya”, composta pelo tecladista Lafayette Coelho. A canção passou a tocar no momento em que as candidatas entravam no palco para avaliação dos jurados.
Antes disso, as apresentações aconteciam sem trilha sonora. O impacto foi imediato, e “Papaya” se tornou sinônimo do concurso, sendo lembrada até hoje como parte essencial do espetáculo.
Quais critérios passaram a definir a vencedora?
Em 1993, o concurso passou por mais uma transformação importante. As candidatas passaram a ser avaliadas oficialmente por três quesitos:
- Fantasia
- Beleza
- Desembaraço
Nesse mesmo período, foi implementado o sistema de votação eletrônica, reforçando a transparência e a modernização do processo de escolha da vencedora.
Ao longo de quase oito décadas, o Rainha das Rainhas se manteve como um dos eventos mais aguardados do carnaval do Pará. Reunindo clubes tradicionais, artistas, estilistas e coreógrafos, o concurso segue como referência nacional em espetáculos de fantasia e beleza.
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