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Senado não terá votações nesta semana assim como a Câmara, diz assessoria de Alcolumbre

Alcolumbre havia dito que poderia pautar nesta semana a PEC que estabelece uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias

Estadão Conteúdo

O Senado Federal não terá sessões deliberativas nesta semana, conforme informou a assessoria do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A decisão adia votações importantes e ocorre em um período de articulações políticas e investigações.

De acordo com a informação, o Senado realizará apenas sessões sem votação. A Câmara dos Deputados também segue o mesmo ritmo, já que muitos parlamentares tradicionalmente retornam às suas bases para as festividades de São João.

Na semana passada, Alcolumbre havia dito que poderia pautar a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. Após a declaração, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que "semana que vem é muito tempo", indicando o adiamento.

Pautas Paradas no Senado

A semana também marca um mês da aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara. O indicativo atual dos senadores é de que a proposta permanecerá sem avanços. Até o momento, a PEC sequer foi despachada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, passo fundamental para sua tramitação.

A única decisão oficial do Senado até o momento foi o agendamento de uma sessão de debate temático para 1º de julho, às 10h. A discussão será sobre os "impactos sociais, econômicos e produtivos" do fim da escala 6x1. Em 17 de julho, o Congresso entrará em recesso legislativo, sem mais votações até as eleições de outubro.

Operação da PF e Impasse Político

Outro fator que afeta as negociações no Senado é a operação da Polícia Federal que investiga o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). A PF apura suposto vínculo do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há incerteza sobre a permanência de Wagner no cargo, fundamental para as articulações do governo no Senado.

A Polícia Federal suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões. Estes valores teriam sido intermediados por uma empresa ligada a um de seus familiares.

Em nota, o senador negou ter atuado em favor do Banco Master ou de qualquer instituição financeira em seu mandato parlamentar. Ele declarou, ainda, que o imóvel citado pela PF não integra o seu patrimônio.

No pano de fundo, há a expectativa para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retome o contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O diálogo está travado desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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