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ELEIÇÕES 2026

Se Caiado tiver 15% dos votos 'está ótimo', diz Kassab

Caiado destacou que seu primeiro ato será conceder anistia aos condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2026 às 13:57

Gilberto Kassab virou alvo de dois inquéritos no STF após ser citado como beneficiário de pagamentos ilícitos nas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato

Gilberto Kassab virou alvo de dois inquéritos no STF após ser citado como beneficiário de pagamentos ilícitos nas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato ( Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação )

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira, 7, que se a candidatura presidencial da chamada "terceira via" encampada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), atingir 15% "está ótimo". Durante participação em painel do 12º Fórum Anual de Investimentos do banco Bradesco BBI, Kassab também destacou é muito importante para o País que tenha essa alternativa, "nem que fosse para perder".

"Acho que é muito importante para o Brasil que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder. Porque o Brasil, os brasileiros, precisam mostrar que existe alternativa", disse o dirigente partidário. "Vão falar: 'mas não vai para o segundo turno'. Bom, mas se não for para o segundo turno - e eu acho que pode ir e se tiver 15%, ótimo - são 15% com os quais nós vamos chamar alguém, porque essa alternativa é séria, e dizer: 'olha, nós vamos apoiar porque nós queremos isso, isso, isso'."

Caiado foi escolhido como pré-candidato do PSD após disputar a indicação com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em declarações recentes, Kassab afirma que seu candidato será "a melhor via" da disputa.

Ao anunciar a pré-candidatura, o goiano destacou que seu primeiro ato será conceder anistia aos condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"O propósito de quem está com a candidatura do Caiado é, efetivamente, melhorar o País. Não tem nenhuma vaidade", continuou Kassab. "O voto do Lula e o voto do Bolsonaro têm uma rejeição muito grande. Ambas as candidaturas têm rejeição maior que 40%, é algo muito expressivo."

O presidente do PSD salientou que há um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% e avaliou que o desafio é chegar ao fim de junho com esse patamar. Disse ainda que uma candidatura consolidada em 10% no início de julho, quando ocorrem as convenções e a campanha pode efetivamente começar, é um objetivo a ser perseguido e considerado, por ele, factível.

"O voto do Lula não é um voto consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. E do Flávio Bolsonaro é a mesma coisa", disse Kassab. "Então, como há muita fluidez no apoio deles, é possível, sim. Acho que é uma esperança."

Ele disse acreditar que a carga tributária do País já figurava entre as mais altas do mundo e avaliou que agora de fato se consolidou nesse patamar, com uma perspectiva considerada muito ruim.

Defendeu a realização de uma reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e ampliar privatizações, de modo a liberar recursos sem elevar a carga tributária, com foco em investimentos em infraestrutura e melhorias em saúde e educação, além de um Estado mais enxuto e eficiente.

Por fim, criticou novamente o PT, dizendo que o partido promove um Estado cada vez mais "gordo" e arrecadatório, o que classificou como prejudicial ao País.