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Promotora paraense aponta barreiras invisíveis para mulheres no Ministério Público

Presidente da Ampep, Ana Maria Magalhães diz que alianças políticas são formadas sem a presença feminina

Gabriel da Mota
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A chegada de uma mulher à presidência da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep) após 22 anos traz à tona debates que vão além da competência técnica. Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, a promotora Ana Maria Magalhães destacou as "barreiras invisíveis" que dificultam a ascensão feminina aos cargos de chefia, mesmo em carreiras onde o ingresso é por concurso público.

Segundo a promotora, embora homens e mulheres sejam iguais perante a lei, a construção de apoio político muitas vezes ocorre em espaços informais dominados por homens. Ela citou um exemplo pessoal e cotidiano para ilustrar a exclusão: a ausência em grupos de WhatsApp voltados para o futebol.

Para a presidente da Ampep, esse tipo de isolamento não é trivial. É nesses ambientes descontraídos que, muitas vezes, alianças são costuradas e decisões de apoio são tomadas.

"Quando você menos vê, você já foi excluída. Não estava lá, você não foi considerada", analisou.

Ana Maria reforça que a liderança feminina traz um olhar diferenciado para a gestão, focado no cuidado e na estrutura, mas que a luta por igualdade nos bastidores do poder continua sendo um desafio diário dentro das instituições.

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Política
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