PL avança em negociação para ter apoio do Republicanos à campanha de Flávio Bolsonaro
O Republicanos quer ter o apoio do PL em campanhas ao governo e ao Senado em alguns Estados
O Partido Liberal (PL) e o Republicanos avançaram nas negociações para formalizar o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. As siglas buscam uma aliança estratégica visando às eleições de 2026.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador-geral da pré-campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), reuniram-se com lideranças do Republicanos na última quarta-feira, dia 8 de julho, para discutir os termos do acordo.
O Republicanos demonstrou interesse em receber o apoio do PL em campanhas para governos estaduais e o Senado em diversas unidades da federação. Em troca, o partido se aliaria a Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Articulação em estados
As conversas se concentram em estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Minas Gerais, onde ambas as siglas buscam acordos. Em outras regiões, como São Paulo, a aliança já está consolidada, tendo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como exemplo.
Marinho destacou que o objetivo é "ampliar primeiro o leque de apoios e depois resolver os palanques regionais", antes da convenção partidária marcada para 25 de julho. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, participou das rodadas de negociação em Brasília para destravar os impasses locais.
Pautas e discursos
Entre os participantes dos encontros estavam o senador Allan Rick (Republicanos-AC), o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos-AC) e a equipe do senador Márcio Bittar (PL-AC). Posteriormente, o senador Magno Malta (PL-ES) e sua filha, Maguinha Malta (PL-ES), pré-candidata ao Senado, discutiram a situação do Espírito Santo.
Magno Malta enfatizou a necessidade de um alinhamento de discursos. Ele defendeu publicamente a anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e o combate à perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) aos conservadores.
"As conversas avançaram, as pautas andaram. Agora precisamos alinhar o discurso", afirmou Malta. Ele sugeriu Tarcísio de Freitas como modelo de atuação para os correligionários, por defender pautas bolsonaristas mesmo em outro partido.
Valdemar Costa Neto expressou confiança de que partidos como PP, Republicanos e Podemos apoiarão Flávio Bolsonaro nas eleições. As negociações devem prosseguir nos próximos dias, buscando consolidar o apoio que Bolsonaro obteve em 2022 com o Republicanos e o PP.
Cenário no Ceará e Michelle Bolsonaro
A vereadora de Fortaleza e vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila Costa, também esteve na sede do PL, em Brasília. Ela se reuniu com a cúpula da legenda para tratar da sua situação eleitoral no Ceará.
Priscila Costa é o centro de uma crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Michelle criticou publicamente o enteado por divergências nas articulações eleitorais cearenses, acusando-o de "maltrato, desrespeito e humilhação".
A ex-primeira-dama defende a candidatura de Priscila ao Senado. No entanto, o deputado federal André Fernandes, à frente do PL no Ceará e aliado de Flávio, propõe a candidatura de seu pai, Alcides Fernandes, e de um indicado por Ciro Gomes para a outra vaga do Senado. A aliança visa derrotar o PT no estado.
Diante do impasse, Rogério Marinho sugeriu que Priscila Costa considere outro cargo, como a Câmara dos Deputados. "A gente tem que pensar no projeto do partido. Para ganhar as eleições, precisamos trazer outros partidos políticos. A aliança com Ciro está bem encaminhada. Ela vai concorrer, ela é candidata, não necessariamente para o Senado", explicou o senador.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA