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Pimenta vai à CCJ, ouve que deveria estar preso e rebate: 'Não faço rachadinha'

Ministro nega conhecer o 'gabinete da ousadia'

Estadão Conteúdo
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O secretário extraordinária de apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, trocou acusações e deboches com deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (11/06).

O congressista Gilvan da Federal (PL-ES) foi um dos primeiros a atacar o ministro. Disse que Pimenta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "deveriam estar presos". "Lamento um cidadão que é deputado federal, com trajetória na PF faça um pronunciamento tão desqualificado como esse. Eu não sou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que faz 'rachadinha'", respondeu o ministro.

"Absolveram aqui Janones, que tem áudio dos assessores que davam 'rachadinha' para ele. Vocês não tem moral. É por isso que a única saída que vocês têm é tentar censurar a oposição", respondeu Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio.

A primeira confusão aconteceu com pouco menos de uma hora de sessão. Autor do requerimento para cobrar esclarecimentos de Pimenta, o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) perguntou a Pimenta sobre o uso de aeronave das Forças Armadas para deslocar entre cidades gaúchas com a mulher. O parlamentar sustentou que ministro só pode usar aviões de unidade de transporte especial de Brasília e que o helicóptero poderia ter sido usado para ajudar os gaúchos ao invés de transportar Pimenta e sua mulher.

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O ministro respondeu com uma ironia, depois de confirmar que usou a aeronave. "Sim, sou ministro de Estado, participo de eventos públicos e muitas vezes minha esposa me acompanha. Não posso dizer o mesmo do senhor. Se o senhor acha alguma coisa muito estranha, inclusive tenho uma relação com ela de respeito. A minha delegação sou eu que escolho. E com ela mantenho uma relação de respeito, sem violência, sem agressão", disse.

image Paulo Bilynskyj (PL-SP) perguntou a Pimenta sobre o uso de aeronave das Forças Armadas (Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

Bilynskyj protestou, levantou-se e apontou o dedo em riste em direção ao ministro. "O ministro insinuou de alguma forma que o meu relacionamento com a minha esposa era um relacionamento violento. Esse é o tipo de moral de esgoto que o senhor traz aqui para a Câmara", afirmou.

Em maio de 2020, segundo investigação policial, a então namorada de Biliynskyj, que era delegado, acertou seis tiros no policial e depois se matou com um tiro no peito. O caso aconteceu após uma discussão dele com a companheira, em São Bernardo do Campo (SP). O inquérito do caso foi arquivado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2022.

Ao longo da sessão, parlamentares provocaram Pimenta o chamando de "montanha", termo que faz referência ao nome mencionado por delatores da Odebrecht sobre ele, que aparece em documentos da empreiteira sob o apelido de "Montanha". Pimenta ironizou dizendo que ele era uma "montanha de votos".

Pimenta nega conhecer o 'gabinete da ousadia'

Pimenta também negou ter conhecimento da existência do gabinete "gabinete da ousadia". Como revelou o Estadão, integrantes da Secom promove reuniões com petistas e influenciadores para discutir divulgação de conteúdos nas redes sociais.

O deputado Kim Kataguiri (União-SP), que pretende convocar o ministro interino da Comunicação, Laércio Portela, foi quem perguntou ao ministro. "Nunca ouvi falar de gabinete da ousadia. Desconheço completamente. Para mim foi algo, eu não vou responder a uma coisa que foi totalmente tirada de contexto, não existe" disse Pimenta.

O Estadão mostrou que o grupo que se auto-denominava de gabinete da ousadia começou atuar ainda na época da campanha. O secretário-geral do PT, Jilmar Tatto, admitiu os encontros, mas, ao ser procurado pelo jornal, tentou minimizar a participação do governo. Já a Secom confirmou, por meio de nota, que faz reuniões periódicas para repassar estratégias sobre ações do governo.

O ministro Paulo Pimenta, provisoriamente no comando da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, presta esclarecimentos à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara sobre o inquérito da Secretaria de Comunicação Social (Secom) que apura a disseminação de notícias falsas sobre a crise climática no Rio Grande do Sul.

Ele era titular da Secom até assumir a Secretaria Extraordinária No começo de maio, Pimenta, então titular da Secom, listou postagens em redes sociais do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro), do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e do coach e ex-candidato nas eleições de 2022 Pablo Marçal em um pedido de investigação sobre fake news relacionadas às enchentes e seus efeitos no Rio Grande do Sul.

Entre as publicações citadas no ofício como desinformação, há uma postagem de Eduardo Bolsonaro que afirma que o governo federal só encaminhou ajuda ao Estado afetado pelas enchentes após quatro dias. A informação é falsa, como mostrou o Estadão Verifica.

O ministro encerrou sua participação as 18h, alegando que era o horário limite que poderia ficar na comissão. Ao sair, deputados da oposição fizeram coro: "Montanha fujão", entoaram os parlamentares.

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