Parlamentares denunciam relator da CPI do INSS à PF por estupro
Deputado Lindbergh Farias e senadora Soraya Thronicke acionaram a Polícia Federal com pedido contra Alfredo Gaspar
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) solicitaram à Polícia Federal, nesta sexta-feira (27), a investigação contra o relator da CPI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), por estupro e tentativa de suborno. A acusação ocorreu enquanto Gaspar lia seu relatório final da CPI, que propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em resposta, o parlamentar afirmou que a acusação é falsa, leviana e irresponsável. Ele classificou a denúncia como uma tentativa de desviar o foco das investigações da CPMI do INSS. Gaspar declarou que o caso se refere a um primo seu, que aos 15 anos teria tido um relacionamento e gerado uma criança, hoje com oito anos, não tendo relação alguma com ele.
Lindbergh e Soraya convocaram uma entrevista para detalhar o ocorrido, informando ter recebido a denúncia dois dias antes. Eles afirmaram possuir "fortes indícios", mas não provas, e reforçaram que a apuração compete às autoridades. Segundo os parlamentares, o caso teria ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas, envolvendo uma menina de 13 anos na época dos fatos, com tentativas de suborno aos familiares.
Tumulto na CPI do INSS
A notícia da acusação gerou tumulto na sessão da CPI, que precisou ser interrompida. A deputada Bia Kicis (PL-DF) demonstrou solidariedade ao relator e criticou a conduta da senadora Soraya Thronicke, referindo-se a ela como "Sirigaita".
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) contestou a fala de Kicis, solicitando a retirada do termo dos anais da CPI. Apesar da solicitação, Kicis insistiu na palavra. O presidente da CPI, senador Carlos Viana, determinou que a expressão fosse apagada dos registros da comissão.
Defesa e solidariedade ao relator
Alfredo Gaspar protocolou uma queixa formal contra Soraya e Lindbergh no Conselho de Ética. Ele também pediu desculpas à sua esposa e filhas pelas declarações feitas contra ele. Gaspar fez questão de frisar: "Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante, nunca mantive relação sexual em Brasília".
Diversos parlamentares expressaram solidariedade a Gaspar e rechaçaram as denúncias. Entre eles, o vice-presidente da comissão, Duarte Jr. (PSB-MA), que destacou a importância de limites nas discussões político-partidárias ao se solidarizar com o relator.
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