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Pará deve contratar 18 mil moradias pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’ em 2026, anuncia Jader Filho

Durante fórum da indústria da construção em Belém, ministro das Cidades destacou expansão do programa habitacional no Norte e afirmou que 2026 pode ser o maior ano da história da habitação no Brasil

Jéssica Nascimento
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O ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou nesta segunda-feira (9), em Belém, que o estado do Pará deve chegar a 18 mil moradias contratadas pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida' em 2026. A declaração foi feita durante o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, que reúne representantes do setor para discutir políticas habitacionais e o desenvolvimento da construção civil nas regiões Norte e Nordeste.

Segundo o ministro, o número representa um salto significativo em relação aos anos anteriores e reflete mudanças implementadas pelo governo federal para ampliar o acesso das famílias de baixa renda ao financiamento habitacional. Participaram do evento também o presidente da Caixa Econômica Federal, Marcos Vieira, e o presidente do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, Marcos Antônio Costa Buarque de Holanda, além de outras autoridades.

image  (Foto: Thiago Gomes)

Avanço do programa habitacional

De acordo com Jader Filho, desde a retomada do programa no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida já alcançou mais de 2,23 milhões de moradias contratadas em todo o país. Desse total, cerca de 1,3 milhão de famílias já estão morando nas casas entregues, enquanto aproximadamente 1,2 milhão de unidades estão em construção.

“O Pará começou em 2023 com cerca de 1.300 financiamentos do programa. Em 2025, já chegamos a 8 mil habitações, e a previsão é alcançar 18 mil casas contratadas em 2026”, afirmou o ministro.

Ele destacou ainda que as mudanças no programa foram construídas em diálogo com o setor da construção civil e instituições financeiras.

“Isso é fruto da parceria que temos feito com o Fórum Norte e Nordeste, com as entidades do setor e com a Caixa. Esse trabalho conjunto permitiu ampliar o acesso das famílias ao programa”, disse.

image (Foto: Thiago Gomes)

Mudanças para ampliar acesso das famílias

Entre as principais alterações no programa, o ministro destacou o aumento do subsídio para entrada no financiamento habitacional. Segundo ele, o valor passou de R$ 55 mil para até R$ 65 mil, ampliando as possibilidades de acesso ao crédito para famílias de baixa renda.

Além disso, houve redução das taxas de juros do financiamento.

“Hoje nós temos a menor taxa de juros da história dos programas habitacionais do país. No Norte e Nordeste, a taxa é de 4%, o que facilitou a entrada de mais famílias no Minha Casa, Minha Vida”, explicou.

Com essas mudanças, o ministro afirmou que 2026 deve marcar um recorde no setor habitacional brasileiro.

“Posso dizer que 2026 será o maior ano da habitação da história do Brasil, resultado dessas alterações e das parcerias que construímos desde 2023”, declarou.

image (Foto: Thiago Gomes)

Norte amplia participação no programa

O ministro também destacou que a participação da região Norte no uso dos recursos do programa vem crescendo nos últimos anos. Segundo ele, em 2023 a região utilizava apenas 1,3% dos recursos do FGTS destinados ao Minha Casa, Minha Vida, número que já chegou a 8% em 2026.

No caso do Pará, o estado já superou a meta de participação estabelecida pelo programa.

“O Pará já chegou a 4,3% da utilização dos recursos, acima da meta inicial de 4,1%”, afirmou.

image Jader Filho e Marcos Holanda. (Foto; Thiago Gomes)

Belém recebe encontro do setor da construção

Durante o evento, o presidente do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, Marcos Antônio Costa Buarque de Holanda, destacou a importância de Belém sediar a décima edição do encontro.

Segundo ele, o evento ocorre em um momento de crescimento expressivo do setor habitacional nas regiões Norte e Nordeste.

“Entre 2022 e 2026, o número de imóveis financiados no Pará cresceu 103%. Já nas regiões Norte e Nordeste, o aumento foi de 58% nesse período”, afirmou.

O dirigente também ressaltou que o avanço do programa habitacional é resultado da parceria entre o governo federal e o setor da construção civil.

“O fórum teve oportunidade de apresentar sugestões, e os avanços aconteceram. O Minha Casa, Minha Vida voltou a chegar às pessoas que mais precisam”, declarou.

Expansão do programa nas regiões Norte e Nordeste

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que a expansão do Minha Casa, Minha Vida nas regiões Norte e Nordeste tem superado a participação econômica dessas regiões no país.

“O Nordeste e o Norte somados representam 20% do PIB nacional. No Minha Casa, Minha Vida os números de expansão quantitativa representam um crescimento de quase 27%. Então o crescimento do programa federal no Norte e Nordeste foi mais do que a representação do PIB das duas regiões”, afirmou.

Segundo ele, o avanço não ocorreu por acaso, mas é resultado de mudanças estruturais realizadas para ampliar o acesso ao programa, especialmente na região Norte.

“É por acaso? Não. Houve toda uma reestruturação nas regiões. Principalmente o Norte tinha toda uma dificuldade na aplicação de recursos do programa federal. O Ministério das Cidades reestruturou com o entendimento das dificuldades sob o ponto de vista dos insumos”, declarou.

 

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