‘O que passar de homem e mulher não é bem-vindo na cidade’, dispara vereadora sobre trans
Fala considerada transfóbica foi rebatida na Câmara Municipal de BH

A vereadora de Belo Horizonte, Flávia Borja (PP), teve uma fala considerada transfóbica, na terça-feira (4), durante discussão sobre projeto de lei contra a discriminação por identidade de gênero. Na sessão, a parlamentar chegou a declarar: “Deus fez homem e mulher. E o que passar disso não é bem-vindo na nossa cidade”.
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"É mais um projeto que tenta 'enfiar guela abaixo' ideologia de gênero aqui na capital mineira", alegou Flávia. "Nós temos a liberdade de expressão, a liberdade de crença. Estamos aqui, como bancada cristã, para não aceitar essa imposição de uma política de identidade de gênero, principalmente tirando o lugar das mulheres. Para mim, isso é defesa das mulheres", continuou.
A fala considerada transfóbica foi rebatida pela vereadora Iza Lourença (Psol). Iza ressaltou que a transfobia é crime e contrariou o argumento de que mulheres trans e travestis são responsáveis pela falta de representatividade feminina na política.
“O que tira espaço de mulheres na política são as chapas que fazem candidaturas laranjas e homens que se elegem em cima dessas candidaturas. Gostaria de dizer para a vereadora que transfobia é crime. E liberdade religiosa, de expressão, não são passe livre para você discriminar as pessoas”, disse a vereadora.
O Projeto de Lei 162/2021 tinha como objetivo atualizar a Lei 8.176/2001, que punia estabelecimentos que discriminassem pessoas pela orientação sexual. O PL acrescentava os termos identidade de gênero e características sexuais. A proposta foi rejeitada pela Câmara de Belo Horizonte por 32 votos a 7.
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