'Lista suja' inclui 5 empregadores no Pará e expõe 38 trabalhadores em situação análoga à escravidão
Atualização do governo federal inclui casos de exploração em São Félix do Xingu, Altamira e Pacajá
O Pará teve cinco novos empregadores incluídos na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira (6) pelo governo federal. Juntos, eles somam 38 trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão, em ocorrências registradas principalmente em áreas rurais do estado.
Entre os empregadores incluídos no estado estão três propriedades em São Félix do Xingu - em uma dessas propriedades foram flagrados 9 trabalhadores, em outra, 2 trabalhadores e na terceira fazenda, 7 pessoas nessa situação. Também há registros na em Altamira (17 trabalhadores em um estabelecimento), e em Pacajá (3 trabalhadores em uma fazenda).
No cenário nacional, 169 novos empregadores foram adicionados ao cadastro, elevando o total para cerca de 613 nomes. Os casos incluídos nesta atualização resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o país.
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Estado já concentra outros registros
Além dos novos casos, o Pará já possui empregadores presentes na “lista suja” de atualizações anteriores. Considerando todos os registros disponíveis, o estado soma pelo menos 156 trabalhadores resgatados em situações de exploração.
Os dados abrangem municípios como Dom Eliseu, Itaituba, Moju, Tucuruí e Novo Progresso, com ocorrências em atividades como pecuária, carvoarias e serviços urbanos.
A “lista suja” é divulgada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego após a conclusão de processos administrativos, sem possibilidade de recurso, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização e combater o trabalho escravo contemporâneo no país.
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