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Kassab nega atritos com Tarcísio e diz que PSD 'abraçou o projeto' do governador

Kassab afirmou ainda que a posição adotada "incomoda a muitos". 'Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas", escreveu.

Estadão Conteúdo
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Presidente nacional do PSD e secretário de Relações Institucionais do governo paulista, Gilberto Kassab, negou nesta sexta-feira, 27, que haja qualquer atrito entre ele e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que o partido "abraçou o projeto" do chefe do Executivo do Estado desde 2022.

Em publicação nas redes sociais, na qual compartilhou um trecho de declaração de Tarcísio em entrevista à TMC também negando desentendimentos, Kassab reforçou que, de maneira oficial, tem reiterado desde o período eleitoral que o PSD integra a base do governador.

"Tenho o privilégio de ser presidente de um partido que se tornou grande, respeitado e que tem como integrantes os melhores quadros da vida pública brasileira. De maneira oficial, tenho transmitido desde 2022 que o PSD abraçou o projeto do governador Tarcísio de Freitas", escreveu.

A manifestação ocorre em meio a indícios sobre uma relação tensa entre o presidente do PSD e o governador paulista. Como mostrou o Estadão, Kassab enfrenta desconfiança no núcleo mais próximo do governador. Seus poderes na administração teriam sido limitados ao longo do mandato, a ponto de aliados do Palácio dos Bandeirantes afirmarem que o secretário tem "caneta", mas "sem tinta".

No vídeo republicado por Kassab, Tarcísio afirmou que não há pressão por parte do presidente do PSD para que ele seja escolhido como vice em uma eventual chapa à reeleição ao governo de São Paulo.

"Na relação pessoal não tem pressão alguma", declarou à TMC. "Ele sempre deu uma tranquilidade muito grande: 'estou no seu projeto independente da sua escolha'; e isso é muito forte."

Kassab nunca escondeu que seu projeto político passa por ocupar a vice na chapa de Tarcísio à reeleição, em movimento que remete a 2004, quando, então deputado federal pelo PFL, foi escolhido vice de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura da capital, estratégia que o levou ao comando do município.

Embates públicos

Na semana passada, o governador respondeu a críticas de que seria "submisso" ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora não tenha citado nomes, a declaração havia sido feita por Kassab.

No final de janeiro, em entrevista ao UOL News, Kassab afirmou que o reconhecimento ao papel de Bolsonaro na trajetória política de Tarcísio não deve se confundir com dependência ou ausência de identidade própria. "Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão", disse.

Tarcísio tem reiterado apoio ao candidato de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta sexta-feira, durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com a presença do senador, o governador se referiu a Flávio como "futuro presidente do Brasil" e afirmou que os dois tiveram um "excelente papo sobre o Brasil" pela manhã, em referência a um encontro reservado no Palácio dos Bandeirantes antes da cerimônia. "Flávio será capaz de unir todos num projeto convergente", completou.

Já Kassab reiterou na semana passada que o PSD deverá lançar candidatura própria à Presidência da República nas eleições deste ano. A declaração ocorre em meio a especulações sobre eventual apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável adversário de Flávio. A legenda comanda três ministérios no governo federal: Pesca, Minas e Energia e Agricultura.

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