Helder diz que presença das Forças Armadas não pode repetir erros da intervenção no RJ

"Onde deu certo no mundo, foi a partir da polícia para retomar território e dos serviços ofertados pelo Estado", disse o governador

Redação Integrada

O governador do Pará, Helder Barbalho, disse que a experiência do Pará com a presença da Força Nacional não pode repetir os erros da intervenção federal realizada na cidade do Rio de Janeiro, instituída pelo governo de Michel Temer em 16 de fevereiro do ano passado. A afirmação foi feita por Helder Barbalho nesta quinta-feira, 7, em reunião realizada no Palácio do Governo com o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, membro da equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

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"Se não houver investimento em educação, em saúde, se não houver melhoria de saneamento, pavimentação asfáltica, abastecimento de água, iluminação pública e geração de emprego e renda, seguramente, nós não teremos a efetividade necessária nestas ações, pois o Estado vai falhar. No Rio de Janeiro, (a intervenção) foi eficaz em um primeiro momento, quando fez a presença das forças policiais, porém não chegou a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Social. Nós temos que aprender com os erros. Por isso a necessidade de transformações. Onde deu certo no mundo, deu certo a partir da presença da polícia para retomar território e, concomitante a isso, a presença dos serviços ofertados pelo Estado, para que não haja espaço para um estado paralelo", conclui.

A Força Nacional enviará de Brasília ao Pará, por via terrestre, a partir do dia 23 deste mês, 200 agentes e 40 viaturas para atuar no reforço à segurança no Estado.

Os integrantes da Força Nacional chegarão no dia 25 de março em território paraense e atuarão na Região Metropolitana de Belém durante seis meses, inicialmente, podendo haver renovação da missão após avaliação do poder público.

Segundo o governador,  os oficiais irão agir "de acordo com o plano de ostensividade já concebido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup)". "Já estão mapeados sete bairros: cinco em Belém, um em Ananindeua e um em Marituba. Ele (os agentes) vão trabalhar com a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil a partir da estratégia já montada por nós", assegura.

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