Datafolha: Moraes é ministro do STF mais conhecido e Mendonça e Cármen têm a melhor avaliação
O estudo entrevistou 2.004 pessoas de 7 a 9 de abril, em 137 municípios pelo Brasil
A pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (13), revelou que o ministro Alexandre de Moraes é o mais conhecido do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, André Mendonça se destaca com os melhores índices de avaliação, enquanto Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o próprio Moraes registram as piores percepções públicas.
O levantamento entrevistou 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros, entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro para a amostra total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.
O Datafolha calculou um índice de avaliação dos magistrados a partir da diferença entre as taxas de menções positivas e negativas. Este método permitiu identificar os ministros com maior aprovação e reprovação populares.
Ministros mais conhecidos do STF
Alexandre de Moraes, no STF desde 2017, é conhecido por 89% da população. Em seguida, Cármen Lúcia, ministra desde 2006, é reconhecida por 68% dos entrevistados. O decano Gilmar Mendes, que tomou posse em 2002, é conhecido por 62%.
Entre os menos conhecidos estão geralmente aqueles com menos tempo na Corte. Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro em 2020, é conhecido por 30%, e André Mendonça, indicado em 2021, por 42%. Cristiano Zanin, que tomou posse em 2023, marca 37% de reconhecimento.
Avaliação dos magistrados do STF
Apesar de não ser amplamente conhecido, André Mendonça possui o melhor índice de avaliação do Datafolha, com 26. Para 39% dos entrevistados que o conhecem, ele é considerado ótimo ou bom, e apenas 13% o classificam como ruim ou péssimo.
Mendonça é relator de investigações sensíveis, como a do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele foi sorteado para relatar o inquérito do Master após Dias Toffoli se declarar impedido, e ordenou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Dias Toffoli, por outro lado, registra o pior índice de avaliação, com -16. Apenas 19% dos entrevistados o avaliam como ótimo ou bom, enquanto 35% o consideram ruim ou péssimo. Toffoli deixou a relatoria de investigações após revelação de que uma empresa da qual é sócio teria recebido dinheiro de fundo ligado ao Banco Master.
Alexandre de Moraes, apesar de ter ligação com o caso Master, tem um índice de avaliação de -8. Sua avaliação positiva é de 33% (ótimo ou bom) e negativa de 41% (ruim ou péssimo). Moraes ganhou destaque pela condução do Inquérito das Fake News e pela investigação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
No final do ano passado, Moraes também foi associado ao escândalo do Banco Master, com a revelação de um contrato da sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com a instituição. Houve também trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro.
A ministra Cármen Lúcia possui o segundo melhor índice de aprovação geral, com 42% de avaliação positiva e 25% de ruim ou péssimo, resultando em um índice de 17. Ela é a única mulher na Corte e está no fim de seu mandato como presidente do TSE.
No TSE, Cármen Lúcia atuou no julgamento que condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tornando-o inelegível até 2030. A acusação do TSE apontava o uso de órgãos estaduais para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares, visando beneficiar aliados políticos e impulsionar a reeleição de Castro em 2022.
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