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Bolsonaro internado: Cirurgia no ombro direito é concluída com sucesso

Segundo o texto, Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita

O Liberal, com informações de Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia no ombro direito no Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (1º). O procedimento, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi concluído sem intercorrências e ele segue internado em unidade para controle de dor e observação clínica.

As informações foram divulgadas em nota pelo hospital, detalhando que foi realizado um "reparo artroscópico do manguito rotador à direita", relacionado à articulação do ombro direito.

A nota médica é assinada pelo ortopedista e cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, pelo cirurgião geral Claudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor geral do DF Star, Allisson B. Barcelos Borges.

O cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe, informou que a cirurgia durou três horas e que não há previsão de alta. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais a conclusão do procedimento e a ida do ex-presidente para o quarto, informando que ficará sem celular no período de internação.

Autorização judicial e motivação

A cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pois o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A defesa de Bolsonaro solicitou a autorização em 21 de abril, baseada em exames e relatórios médicos.

Segundo os documentos enviados ao Supremo, o ex-presidente se queixava de "dores recorrentes e intermitentes" no ombro, que exigiam o uso diário de medicação analgésica.

Condições da internação e monitoramento

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes autorizou Michelle Bolsonaro a acompanhar o ex-presidente durante todo o período da internação. No entanto, as visitas estarão suspensas, salvo autorização judicial, e Michelle não poderá usar o celular no leito.

Moraes também determinou que a defesa apresente ao STF um relatório médico detalhado sobre o procedimento em até 48 horas após a cirurgia.

Além disso, o ministro estabeleceu que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, providencie a escolta nos trajetos entre a residência e o hospital, e garanta a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar, evitando o acesso de pessoas não autorizadas e assegurando o cumprimento das medidas cautelares vigentes.

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