Bate-boca entre vereadores marca protesto de mães atípicas na Câmara de Ananindeua
A discussão ocorreu durante um protesto de mães atípicas que cobravam melhorias no atendimento prestado pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) do município
Um bate-boca entre os vereadores Alexandre Silva e Alexandre Gomes marcou a sessão da Câmara Municipal de Ananindeua (CMA) nesta terça-feira (2), durante um protesto de mães atípicas que cobravam melhorias no atendimento prestado pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) do município. A discussão ocorreu em meio às manifestações sobre as dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes atendidos pela unidade e provocou tumulto no plenário, levando à interrupção temporária da sessão.
As mães ocuparam a galeria da Câmara para denunciar problemas no funcionamento do CAPSi, serviço responsável pelo atendimento de pacientes de até 17 anos, 11 meses e 29 dias com transtornos mentais, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de outras condições que exigem acompanhamento especializado.
Segundo relatos de pessoas que acompanharam a sessão, o clima ficou tenso após supostas provocações direcionadas às manifestantes. Durante o episódio, o vereador Alexandre Silva teria saído em defesa das mães atípicas e solicitado a retirada de uma pessoa do local.
A situação se agravou após um desentendimento envolvendo o vereador Alexandre Gomes. A troca de acusações resultou em um bate-boca entre os parlamentares e gerou tumulto dentro da Casa Legislativa. Em meio à confusão, a sessão precisou ser interrompida.
As manifestantes afirmaram que o objetivo do protesto era chamar a atenção do poder público para as dificuldades enfrentadas por usuários do CAPSi e cobrar medidas que garantam atendimento adequado às crianças e adolescentes acompanhados pela unidade.
Vereadores se manifestam
Horas após o ocorrido, o vereador Alexandre Gomes publicou uma nota em suas redes sociais. Na manifestação, ele afirmou que o episódio foi marcado por “agressões verbais, intimidações e atitudes incompatíveis com o decoro e o respeito que devem nortear o exercício da vida pública”.
O parlamentar também declarou que nenhuma mulher deve ser submetida a constrangimentos, ameaças ou qualquer forma de violência, especialmente em espaços institucionais. Gomes manifestou solidariedade à mulher envolvida no episódio e afirmou defender uma atuação política baseada no diálogo, no respeito e na responsabilidade.
“O debate político pode e deve ser firme, mas jamais pode ultrapassar os limites do respeito, da civilidade e da dignidade humana”, escreveu.
Também por meio das redes sociais, Alexandre Silva divulgou uma nota de repúdio às acusações feitas após a sessão. O vereador afirmou que as alegações divulgadas não correspondem à verdade e não refletem sua conduta pessoal nem sua trajetória na vida pública.
No texto, Silva destacou sua atuação em defesa das famílias, das mulheres e das mães atípicas, além de afirmar que tem sido um dos defensores da causa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O parlamentar informou ainda que já adotou medidas legais junto às autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.
“As medidas legais cabíveis já foram adotadas junto às autoridades competentes para que os fatos sejam devidamente esclarecidos”, diz um trecho da nota.
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