MPF denuncia 62 pessoas no Pará em atuação contra o crime organizado
Número faz parte do balanço da atuação do Gaeco no segundo semestre de 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF) ofereceu cinco denúncias criminais contra um total de 62 pessoas, no Pará, ao longo de seis meses. Os números fazem parte do balanço sobre as atuações de combate ao crime organizado realizadas no segundo semestre de 2025, divulgado nesta sexta-feira (27/2).
Além das denúncias criminais, o Gaeco no Pará prestou apoio a procuradores da República em 123 processos e emitiu parecer favorável em 14 representações da Polícia Federal (PF). O grupo encerrou o ano com 21 casos ativos em fase de investigação, a maioria sob sigilo.
Conforme as informações divulgadas pelo MPF, as cinco denúncias apresentadas no semestre englobam uma ampla gama de tipificações criminais, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, grilagem de terras, desmatamento ilegal, tráfico internacional de drogas, corrupção, fraudes em licitações e crimes contra a ordem tributária.
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Das cinco denúncias oferecidas no semestre, duas possuem ligação direta com a área ambiental, associando crimes fundiários à degradação de áreas protegidas e à usurpação de bens da União.
Segundo o MPF, a maior parte do apoio prestado pelo grupo nessa temática está concentrado na desarticulação de estruturas voltadas à extração, transporte, comercialização e lavagem de ouro ilícito. O órgão afirma que há nove procedimentos administrativos em curso com esse foco, abrangendo diversas regiões do estado, com ênfase no Sul e Sudeste do Pará e em áreas sensíveis como as Terras Indígenas Munduruku e Kayapó.
O Gaeco foi criado em novembro de 2020. Atualmente, ele é composto pelos procuradores da República Alan Rogério Mansur Silva (coordenador), Nayana Fadul da Silva e Priscila Ianzer Jardim Lucas Bermúdez.