Suspeito de matar veterinário é preso em Belém e alega que vítima fingiu ser mulher em aplicativo
O suspeito foi detido no bairro do Guamá
O principal suspeito de matar o professor e médico veterinário Paulo Cezar Lima de Paiva, de 59 anos, foi preso na tarde de quarta-feira (26), no bairro do Guamá, em Belém. O crime ocorreu no dia 5 de julho, dentro da casa da vítima, no conjunto Médici, bairro da Marambaia.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado após uma série de diligências e análise de informações relacionadas à investigação. O suspeito era procurado desde o assassinato e teria sido filmado por câmeras de segurança deixando a residência de Paulo Paiva, na Rua Bujaru, logo após o crime.
Conforme as investigações, Paulo e Márcio haviam marcado um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento. A Polícia Civil afirma que o próprio professor teria feito transferências via Pix para custear o deslocamento do suspeito até o imóvel.
Ainda de acordo com informações policiais, após Márcio entrar na residência, os dois teriam iniciado uma discussão. Durante o desentendimento, o suspeito teria aplicado um golpe conhecido como “gravata” em Paulo, dando início a uma luta corporal que terminou com a morte do professor.
Após o crime, segundo a investigação, Márcio deixou o imóvel e solicitou um veículo por aplicativo para fugir do local. Paulo foi encontrado morto horas depois por familiares.
Em nota, a PC informou que o investigado permanece preso e à disposição do Poder Judiciário. “As investigações prosseguem para a conclusão do inquérito e encaminhamento dos autos à Justiça”, comunicou.
“A Divisão de Homicídios investiga o assassinato de um professor e médico veterinário, ocorrido no bairro da Marambaia, em Belém. Durante interrogatório, o investigado confessou a autoria do crime e detalhou a dinâmica dos fatos ocorridos no interior da residência da vítima”, destacou a PC.
Vítima teria se passado por mulher
Segundo a polícia, o suspeito teria relatado aos agentes que o desentendimento começou depois que ele descobriu que Paulo, durante as conversas mantidas pelo aplicativo, se apresentava como mulher.
Ele também alegou que não havia planejado o homicídio. De acordo com os advogados, o suspeito acreditava que encontraria uma mulher, já que o perfil utilizado no aplicativo apresentava a fotografia de uma mulher. Somente ao chegar à residência o suspeito teria descoberto que se tratava de um homem. A partir disso, os dois teriam se desentendido e entrado em luta corporal.
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