'Peixe Podre’ é preso suspeito de envolvimento com facção em Soure, no Marajó
O investigado foi detido na Operação ‘Fora de Sintonia’
Um homem conhecido pelo apelido de “Peixe Podre” foi preso em Soure, no Marajó, suspeito de envolvimento com uma facção criminosa. A ação ocorreu na quarta-feira (26), durante a terceira fase da Operação ‘Fora de Sintonia’, que cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o investigado. As investigações policiais apontam que o preso seria membro de uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A Operação Fora de Sintonia investiga uma organização criminosa estruturada e com divisão de funções para a prática de crimes relacionados ao tráfico de drogas e à movimentação e ocultação de recursos provenientes das atividades ilícitas.
Segundo as investigações, “Peixe Podre” estaria exercendo a função conhecida como “torre”, relacionada à articulação, comunicação e coordenação das atividades desenvolvidas pela facção no município de Soure.
A ação para localizar o investigado contou com a participação da Delegacia de Polícia Civil de Soure e a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFV), unidade vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
Com base nos dados recebidos, as equipes seguiram até a região indicada e iniciaram buscas para confirmar a localização do investigado, que foi encontrado e preso.
A terceira fase da Operação Fora de Sintonia foi deflagrada no dia 20 de agosto de 2026, no âmbito da Operação Ponto Crítico 7. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu mandados judiciais simultaneamente em Soure e em Belém, incluindo a região de Icoaraci.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Soure, com apoio da Diretoria de Polícia do Interior, da Superintendência Regional da 5ª RISP, das Delegacias de Polícia Civil de Cachoeira do Arari e Salvaterra, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Divisão de Homicídios de Belém.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que a organização possuía uma estrutura dividida por funções. Entre as atividades atribuídas aos integrantes estão o fornecimento e a distribuição de drogas, a manutenção de pontos de venda de entorpecentes, conhecidos como “biqueiras”, a cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico e a arrecadação e administração dos valores obtidos com as atividades criminosas.
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