Servidora pública do Pará é investigada em megaoperação nacional contra facções em 15 estados
Na manhã desta quarta-feira (18), foram cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão no Pará e em outros 14 estados
Uma servidora pública do Pará é investigada na megaoperação nacional ‘Força Integrada', que tem o objetivo de combater o crime organizado. Na manhã desta quarta-feira (18), 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão foram cumpridos simultaneamente no Pará e em outros 14 estados. A ação, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), busca reprimir facções criminosas, tráfico de drogas e armas e esquemas de lavagem de dinheiro.
No Pará, a Ficco executa duas ações específicas dentro da ofensiva: as operações Covil II – COP (4ª fase) e Custus Legis. A Operação Custus Legis inclui o cumprimento de mandado de busca e apreensão e a determinação do uso de tornozeleira eletrônica por uma ex-servidora do Tribunal de Justiça do Pará, investigada por colaboração com organização criminosa. Já a Operação Covil II cumpre dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho.
Além do Pará, a operação ocorre em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. A mobilização reúne diferentes órgãos de segurança pública em atuação conjunta coordenada pela Polícia Federal, com participação das polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo as autoridades, o modelo busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio da integração entre instituições.
Ações em outros estados
Entre os principais alvos da operação, estão organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Em Campinas (SP), a Operação Dry Fall tem como foco um grupo ligado ao Comando Vermelho, com cumprimento de 37 mandados de prisão e bloqueio de mais de 100 contas bancárias, que podem somar até R$ 70 milhões.
No Maranhão, a Operação Ictio investiga um esquema de tráfico de cocaína e crack em larga escala, com determinação judicial de bloqueio de até R$ 297 milhões, além do sequestro de bens.
Já em Pernambuco, a Operação Roça atua contra um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e armas, roubos de carga e lavagem de dinheiro, com bloqueio de até R$ 5 milhões.
No Paraná, a Operação Blue Sky mira uma organização criminosa associada ao Primeiro Comando da Capital, investigada por atuação no tráfico e em crimes violentos.
Outras frentes da ofensiva também incluem investigações sobre desvio de drogas apreendidas no Espírito Santo, tráfico internacional via aeroporto no Amazonas, uso de empresas de fachada no Maranhão, comércio ilegal de armas em Sergipe e atuação violenta de facções na Bahia.
A operação ainda contempla o cumprimento de mandados contra foragidos em Minas Gerais e ações específicas, como a recuperação de equipamentos furtados no Amapá.
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