Polícia Federal identifica advogados de organização que fraudava INSS

Dois integram ações criminosas: prejuízo estimado a cofres públicos é de R$ 2 milhões

Redação Integrada

Com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar ações previdenciárias no Pará interpostas perante a Justiça Federal e requerimentos de benefícios previdenciários junto ao INSS, a Polícia Federal (PF), em parceria com o Núcleo Regional da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Pará (NUINT/PA), deflagrou, nesta quinta-feira (08), a operação "Trampolina". A operação, que apreendeu documentos, HDs, computadores e celulares e veículos, também efetua mandados de prisão envolvendo dois advogados. Um foi preso e o outro está foragido. A PF não divulga os nomes dos acusados, que são tratados como envolvidos na organização criminosa. Veja imagens:
 

De acordo com informações da PF, 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária estão sendo cumpridos, nesta manhã, em Castanhal, Igarapé-Açu, Abaetetuba, Maracanã e Moju. Dos locais de apreensão, sete são escritórios de advocacia.

O advogado do acusado que está foragido entrou em contato com a PF e disse aos investigadores que ele vai comparecer ainda hoje à Polícia Federal. 

Operação foi deflagrada nesta quinta-feira (Ascom PF)

Durante as investigações, foi identificada a existência de uma rede criminosa de intermediários, arregimentadores, falsificadores de documentos e advogados especializados na execução das fraudes em desfavor do INSS. Segundo o NUINT-PA, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 2 milhões.

O advogado do acusado que está foragido entrou em contato com a PF e disse aos investigadores que ele vai comparecer ainda hoje à Polícia Federal.  

Os investigados presos serão ouvidos na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belém e serão encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da justiça.

Fraudes para obter benefícios

Entre as fraudes identificadas durante as investigações estão a falsificação e utilização de documentos falsos como títulos de terra, certidões de óbito e declarações da Emater, entre outros documentos, criando ou adulterando direitos e situações jurídicas inexistentes para interposição de ações previdenciárias na Justiça Federal e de requerimentos de benefícios previdenciários no INSS.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, falsificação de documento público e particular, uso de documento falso, entre outros.

 

Polícia
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