Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em combate à organização criminosa

Operação Vento Norte foi deflagrada ainda nas primeiras horas da madrugada dessa sexta-feira

Redação integrada de O Liberal

A Polícia Civil do Pará deflagrou ainda na madrugada desta sexta-feira (10) a Operação Vento Norte, com objetivo de cumprir 110 mandados de busca e apreensão e 73 mandados de prisão preventiva em combate à uma grande organização criminosa que atua em vários municípios do Estado. A maior parte dos mandados foram cumpridos em casas de empresários de postos de gasolina, que são suspeitos de financiar essas facções. A ação foi realizada nos municípios de Igarapé-Miri, Abaetetuba, Barcarena, Moju e Belém.

 

 

 

 

Segundo o delegado-geral de Polícia Civil do Estado, Alberto Teixeira, a Vento Norte é uma das maiores operações de combate ao crime organizado no Pará, fruto de um trabalho investigativo de mais de um ano.

"É uma operação de grande importância para a Polícia Civil do Estado, já que há pelo menos um ano, nós vínhamos investigando uma organização criminosa que tem atuado de forma intensa, com crimes como tráfico de drogas, contrabando, lavagem de dinheiro, extorsão, milícia, homicídios e enriquecimento ilícito. Os principais objetos deste grupo [para fazer dinheiro] é o contrabando e a droga, que é utilizada para revenda e, assim, fomentar os crimes de uma forma geral, e através de técnicas como a criação de estabelecimentos como postos de gasolina, por exemplo, eles lavavam esse dinheiro", disse Teixeira.

 

 

 

 

O delegado-geral reforçou que a organização ainda ameaçava autoridades, tendo ligação inclusive com o assassinato de um advogado. "Dentro das ações desse grupo criminoso, temos ameaças a juízes, promotores e autoridades policiais", disse o delegado, que ainda informou que, até o fim da manhã 37 pessoas já haviam sido presas, além da apreensão de vasto material, como armas de fogo, munições, e mais de 245 mil reais.

 

 

 

 

Ao todo, 360 policiais civis e mais de 90 viaturas participaram da Vento Norte, com uma investigação que envolveu superintendências regionais, delegacias e núcleos de inteligência que, segundo Alberto Teixeira, conseguiram trocar informações para "montar esse quebra-cabeças" e compreender como funciona a organização criminosa. Ainda de acordo com o delegado-geral, as investigações continuam para se chegar a outros envolvidos na organização, e a Polícia Civil não descarta a participação de agentes públicos com o grupo. "No desdobramento das nossas investigações, haveremos de identificá-los e responsabilizá-los por os esses crimes", encerra. 

 

Ação ocorre em Belém e quatro municípios do interior (Polícia Civil)
Polícia
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