Miss Pará 2019, Wilma Paulino, acusa coordenador do evento de tentar torná-la 'acompanhante de luxo'

Foram 88 vídeos para denunciar a organização do Miss Pará, com destaque para o coordenador Herculano Silva

Redação Integrada

Em vídeos publicados na noite de domingo (10), a modelo Wilma Paulino, detentora dos títulos de miss Pará e miss Itaituba, em 2019, denunciou a coordenação do evento Miss Pará, no qual o atual coordenador do concurso, Herculano Silva, teria tentado torná-la uma "acompanhante de luxo".

Wilma não realizou a passagem da faixa à sua sucessora, no concurso de cidade, no último sábado (9), e justificou sua ausência através da denúncia, em seu perfil no Instagram. A reportagem tentou contato com a modelo, via mídias sociais, mas não conseguiu até a publicação desta matéria.

Foram 88 vídeos (stories) denunciando os organizadores Herculano Silva, Mauro Antônio Ferreira e Kaiann Lobo. Em especial, Herculano Silva, que a teria pressionado a atuar como "acompanhante de luxo", quando morou por alguns meses em São Paulo, logo após o concurso de beleza estadual. 

Herculano Silva nega as acusações. Em um vídeo de aproximadamente 10 minutos, publicado em sua página no Facebook, o coordenador do concurso lamenta o depoimento da miss Pará e afirma que nada fez contra a jovem, e que no momento oportuno, a verdade virá à tona.

A reportagem também procurou a Polícia Civil, que confirmou, até a publicação desta matéria, que nenhum Boletim de Ocorrência (BO) havia sido registrado sobre o caso. A instituição orienta, inclusive, que as vítimas registrem este tipo de ocorrência para que os fatos denunciados sejam devidamente apurados. A informação que circula extraoficialmente é de que a jovem teria deixado o Pará sem registrar o BO.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

É com muito orgulho que sou a Miss Pará 2019, mas é com muita tristeza que deixo essa mensagem. Fui enganada, iludida, ameaçada por pessoas que me prometeram o grande sonho da minha vida, mas não vou baixar a minha cabeça, não vou calar a minha boca e não vou deixar que essas pessoas, que não enganaram somente a mim, mas a centenas de outras moças, saiam impunes do que fizeram. Mostrarei que toda mulher é forte, mostrarei que ainda há justiça e vou levantar essa bandeira. É com lágrimas nos olhos que digo muito obrigada pelo apoio e por terem a coragem de compartilhar suas histórias comigo também. ❤️ #juntassomosmaisfortes

Uma publicação compartilhada por Wilma Paulino (@wilma.paulino) em

ENCONTRO MARCADO

Nos 88 vídeos compartilhados em seu perfil, Wilma Paulino narra que não somente foi induzida a atuar como acompanhante de luxo, o que nunca teria aceitado e foi o que motivou o rompimento com os coordenadores do concurso, mas também relata episódios de assédio e pressão psicológica.

O episódio mais marcante, narrado pela jovem, fala de um suposto encontro articulado por Herculano Silva, onde Wilma sairia com um senhor influente do mundo da moda que poderia "abrir portas".

A jovem diz que não se sentiu à vontade e que Herculano disse à ela que deveria "aproveitar a oportunidade", que não precisaria "fazer nada com ele", mas se "aproveitar da situação" e "conseguir as coisas".

Em outro momento, um novo encontro com o mesmo homem foi marcado, mas "deu errado" novamente porque Wilma estava acompanhada de um rapaz, amigo da família, o que fez o homem desistir do encontro e teria deixado Herculano fora de si, ofendendo a moça com insultos e palavras de baixo calão.

ASSÉDIOS E PROMESSAS

Wilma conta ficou em São Paulo morando por um período com os organizadores do concurso e que a promessa era de que faria carreira no mundo da moda, por intermédio de Herculano.

Segundo a Miss Pará, outra moça, também miss, estava morando com ela e os coordenadores no mesmo período e foi assediada também. 

De acordo com a Wilma, Hernculano já havia falhado com ela e com seus pais, quando prometeu e não conseguiu uma série de ações envolvendo ensaios fotográficos e trabalhos como modelo, ainda em Belém.

Mesmo assim, a moça e a família decidiram acreditar no coordenador do Miss Pará no que seria uma possível carreira de modelo em São Paulo, o que veio a se tornar um "pesadelo", nas palavras de Wilma.

APOIO EMOCIONAL

Assim que compartilhou a denúncia e o desabafo sobre o caso, outros perfis enviaram mensagens privadas em apoio e solidariedade à Wilma, que compartilhou sem identificá-las, a fim de comprovar que o depoimento é real.

Algumas mulheres, porém, compartilharam e comentaram publicamente, inclusive de outras regiões e misses Pará de anos anteriores.

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