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Manifestação após morte de jovem em teste para a PM toma a avenida Duque de Caxias

A família se queixa de não ter recebido informações da banca organizadora sobre o que, de fato, aconteceu com o rapaz de 20 anos

O Liberal

Familiares e amigos do jovem Aelton Guimarães Braga Silva, de 20 anos, fecharam por volta das 20h30, desta quarta-feira (10), o trânsito na avenida Duque de Caxias, no sentido Entroncamento/Centro, em Belém. O motivo do protesto, segundo os familiares, é a falta de esclarecimento sobre o que, de fato, aconteceu com o jovem, no dia 4 deste mês, durante os testes físicos para ingresso na Polícia Militar do Pará. 

A Redação Integrada aguarda retorno da Secretaria de Estado de Administração e Planejamento (Seplad), responsável pela realização do certame. 

A família se queixa de não ter recebido informações da empresa organizadora do concurso nem do próprio Pronto Socorro da 14 de Março, para onde o jovem foi levado e morreu após quatro horas no hospital. Os familiares afirmam que, ao longo da vida, Aelton nunca apresentou qualquer problema grave de saúde.

"Nós chegamos, como é o procedimento, conversamos com eles e isolamos a área para garantir a segurança deles", contou o 2º Tenente PM Édipo Cardoso, à frente do efetivo da Polícia Militar, que acompanhou o protesto pacífico de familiares do rapaz. "Eles querem explicações da banca organizadora sobre como tudo aconteceu, estão se manifestando para chamar a atenção para isso, querem a imprensa e após vão liberar a via", afirmou o oficial. 

MANIFESTAÇÃO

Avó, pai, mãe, tios, primos e vizinhos de Aelton, nascido e criado, no bairro de Fátima, na travessa 14 de Março, bem próximo ao Santuário de Fátima, ficaram por quase duas horas no meio da pista da Duque de Caxias, provocando grande engarrafamento no trânsito local.

A manifestação começou logo após eles saírem da missa de 7º dia do falecimento de Aelton, cuja celebração aconteceu no Santuário de Família. Boa parte dos amigos e familiares estava vestida com uma camisa estampada com o rosto do jovem.

A avó de Aelton, Antônia Batista de Barros, de 70 anos, contou que o neto morreu, sabendo que havia sido aprovado nos testes físicos. "O instrutor foi lá no Pronto Socorro avisar para ele. Disse para ele que ele havia sido aprovado, meu neto olhou para o instrutor e sorriu, não disse nada", contou Antônia Barros, emocionada.

Ela fez questão de frisar que a manifestação era pacífica, tranquila, apenas para chamar a atenção das autoridades públicas para que a família tenha informações sobre o ocorrido.

"Queremos uma resposta do que aconteceu com o meu neto o Aelton. Ele faleceu no Pronto Socorro Municipal da 14 de Março, após quatro horas lá em cima de uma maca, não foi em cima de uma cama, foi de uma maca. Eu fui ver meu neto, meu filho estava lá e a mãe dele também", acrescentou a avó.

Aelton tem um único irmão, que é especial. Segundo o pai, ele já havia sido aprovado em quatro faculdades, em Belém, entre cursos como os de Direito e de Engenharia da Computação.

"Ele era saudável. Tem um detalhe, eles lá obrigaram os candidatos a correrem com a máscara. A gente vê os jogadores, que são jogadores, correndo sem máscara né. O que a gente quer é saber o que aconteceu com ele, tanto da banca organizadora do concurso quanto do PSM. Eu falei com o meu filho, no PSM, ele me disse que estava cansado", disse o pai de Aelton, Ailton Silva.

NOTA DA SEPLAD

No dia 4 de novembro, a Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) divulgou nota informando que Aelton Guimarães Braga Silva passou mal após concluir o Teste de Aptidão Física (TAF) referente ao concurso público da Polícia Militar – cargo Praça.

A Seplad informou que ele "recebeu os primeiros socorros ainda no local de prova e foi encaminhado, consciente, para o Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti. O candidato não resistiu e faleceu momentos após dar entrada na unidade de saúde. A Seplad reitera que a execução do TAF é de responsabilidade da empresa organizadora do concurso público. A secretaria se solidariza neste delicado momento com os familiares e amigos do candidato", conclui a nota.

Polícia
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