Lucas Magalhães vai a julgamento na próxima semana por morte de Yasmin Macêdo
A sessão do Tribunal do Júri está marcada para começar às 8h e será aberta ao público
Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, será julgado na próxima terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém. A sessão do Tribunal do Júri está marcada para começar às 8h e será aberta ao público.
Às vésperas do julgamento, a família de Yasmin divulgou um convite nas redes sociais, neste domingo (16), para que parentes, amigos e pessoas que acompanham o caso compareçam à sessão. A mobilização busca reunir apoiadores no momento considerado decisivo para o desfecho do processo.
“As famílias Fontes e Cavaleiro de Macêdo convidam parentes, colegas, amigos, familiares e todos aqueles que guardam com carinho a memória de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo para acompanharem a sessão do Tribunal do Júri referente ao seu caso”, diz a publicação.
O convite destaca ainda que a presença do público será uma forma de “honrar sua memória” e fortalecer a busca da família por justiça. A mensagem que acompanha a mobilização é: “Por Yasmin — Pela verdade — Pela justiça.”
Yasmin morreu em dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém. A jovem estava entre as 19 pessoas que participavam da viagem organizada por Lucas, proprietário da embarcação. Ela desapareceu durante o passeio e o corpo foi encontrado no dia seguinte. As investigações apontaram afogamento como causa da morte.
Lucas foi indiciado por homicídio com dolo eventual e posteriormente pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Cerca de 11 meses após a morte de Yasmin, ele foi preso também pelos crimes de fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, ele foi colocado em liberdade por determinação da Justiça.
Família aguarda julgamento há mais de quatro anos
A mãe de Yasmin, Eliene Cristine, afirmou que a família está confiante com a proximidade do julgamento, após mais de quatro anos de espera pelo desfecho do caso. “Devido aos recursos todos terem sido negados aqui (Belém) e em Brasília, estamos muito confiantes na Justiça. Principalmente porque ele (Lucas) não conhece, assim como nós, os jurados (que são sete). Isso nos dá muita esperança. Estamos todos muito ansiosos e confiantes”, declarou.
A defesa de Lucas, por sua vez, afirma que aguarda o julgamento com serenidade e confiança nas instituições. O advogado Francelino Neto disse que espera que a decisão seja tomada com base nas provas produzidas no processo e sem influência de fatores externos ou da repercussão do caso.
Segundo o defensor, Lucas também vem cumprindo as obrigações determinadas pelo Poder Judiciário, como o recolhimento em horário estabelecido, o comparecimento mensal perante o juízo e a comunicação ao magistrado em caso de ausência por mais de oito dias.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA