SEG · 02 NOV 2026Assine

ALVARÁ

Liberdade provisória é concedida a motorista preso por atropelamento que deixou três mortos em Belém

A decisão foi proferida no domingo (31/5) pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

O Liberal

1 de junho de 2026 às 08:29

Pablo Henrique Farias da Silva foi preso em flagrante após um atropelamento que resultou na morte de três torcedores em Belém.

Pablo Henrique Farias da Silva foi preso em flagrante após um atropelamento que resultou na morte de três torcedores em Belém. ( Foto: Foto: Redes Sociais )

A Justiça do Pará concedeu liberdade provisória ao motorista Pablo Henrique Farias da Silva, preso em flagrante após um atropelamento que resultou na morte de três torcedores e deixou outras três vítimas feridas na avenida Augusto Montenegro, em Belém. A decisão foi proferida no domingo (31/5) pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Até a manhã desta segunda-feira (1/6), o condutor ainda estava preso.

De acordo com a determinação judicial, a soltura está condicionada ao pagamento de fiança no valor de R$ 81.050, correspondente a 50 salários mínimos. O alvará de soltura deverá ser expedido após a comprovação do recolhimento da quantia. O investigado ainda não teria pago o valor estabelecido.

Além da imposição da fiança, a Justiça determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do investigado e a adoção de outras medidas cautelares durante o andamento do processo.

O caso foi registrado na madrugada de sexta-feira (29/5), após um confronto entre torcidas. Conforme informações da Polícia Civil, seis pessoas foram atingidas pelo veículo conduzido por Pablo Henrique. Três delas não resistiram aos ferimentos e morreram.

Investigação

Segundo as investigações iniciais, o motorista foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal dolosa. A polícia também apura as circunstâncias que antecederam o atropelamento, incluindo relatos de uma possível perseguição na via.

Ao analisar o caso durante a audiência de custódia, o juiz Heyder Tavares da Silva Ferreira, titular da Vara de Juiz das Garantias da Região Metropolitana de Belém, rejeitou o pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva exige, entre outros requisitos, que o crime atribuído seja doloso. Como a autuação policial ocorreu por homicídio culposo no trânsito, não estariam presentes os pressupostos legais para a manutenção da prisão cautelar neste momento.

O juiz ressaltou ainda que a tipificação penal adotada pela autoridade policial poderá ser reavaliada futuramente pelo Ministério Público ou pelo juízo responsável pela instrução do processo, conforme o avanço das investigações e a produção de provas.