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Empresário é condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato da jovem Ana Karina Guimarães

Alessandro Camilo de Lima foi reconhecido como mandante do crime que vitimou a jovem, que estava grávida dele. Sessão de julgamento ocorreu no Fórum Criminal de Belém, nesta quinta-feira (10)

O Liberal

O empresário Alessandro Camilo de Lima foi condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da jovem Ana Karina Guimarães. O crime ocorreu em 2010, em Parauapebas, no sudeste paraense, e a vítima estava grávida do empresário, que é apontado como mandante do crime. Ele, Graziela Barros Almeida e Francisco de Assis Dias foram julgados nesta quinta-feira (10), no Fórum Criminal de Belém, em sessão presidida pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa.

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A sessão de julgamento começou no início da manhã e só foi finalizada por volta das 19h. Alessandro foi reconhecido como autor dos crimes de homicídio duplamente qualificado, aborto de terceiro e ocultação de cadáver. Francisco de Assis Dias foi condenado a três anos e 40 dias de reclusão, em regime semiaberto, por ocultação de cadáver. Já Graziela Barros Almeida foi absolvida pelos três crimes.

O caso seria julgado, inicialmente, pela Justiça de Parauapebas. No entanto, a defesa de um dos réus alegou que o município não oferecia proteção suficiente aos acusados. A realização do julgamento na capital paraense foi uma determinação do Tribunal de Justiça do Estado (TJPA), que atendeu um pedido de desaforamento, isto é, de mudança de comarca, protocolado em 2018.

Em 2013, três anos após o crime, um dos envolvidos no assassinato, Florentino de Sousa Rodrigues, foi julgado e condenado a 24 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, aborto de terceiro e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

Ana Karina Guimarães, de 29 anos, foi assassinada a tiros no dia 10 de maio de 2010, após uma emboscada que teria sido orquestrada pelo empresário Alessandro Camilo. Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), ele teria planejado o assassinato com o apoio da noiva, Graziela Barros de Almeida, sob o argumento de que repassaria dinheiro à vítima para as despesas do parto.

Um encontro foi marcado em um local de pouca movimentação, onde já aguardavam Francisco de Assis Dias e Florentino de Souza Rodrigues, os outros dois acusados no processo. Depois da execução, Ana Karina foi colocada em um tambor que estaria na carroceria da caminhonete de Alessandro, e jogada no rio Itacaiunas.

Antes, no entanto, os acusados teriam colocado pedras no reservatório e feito perfurações, para que permanecesse no fundo do rio. Dias depois do assassinato, Alessandro Camilo confessou o crime e relatou ter agido com a ajuda de comparsas.

Polícia
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