'Coringa' e 'Tranca-Rua', líderes do PCC, recebem penas que somam mais de 72 anos de prisão no Pará
Segundo o MPPA, os acusados foram condenados por homicídio qualificado onde a vítima foi privada de liberdade e submetida à tortura em Parauapebas
Apontados pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) como integrantes do alto comando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Denilson Santos Vera, conhecido pelas alcunhas de “Coringa” e “Dim”, e Antônio Carlos de Sousa Silva, conhecido como “Tranca-Rua”, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Parauapebas, no sudeste paraense, por homicídio qualificado. Juntos, os condenados receberam mais de 72 anos de prisão. Segundo o MPPA, a vítima foi atraída pelos acusados, privada de liberdade, submetida à tortura e, posteriormente, executada em um crime ocorrido em 2019, no Bairro dos Minérios, em Parauapebas.
Quantos anos de reclusão?
Denilson Santos Vera foi condenado a 37 anos e 6 meses de reclusão. Já Antônio Carlos de Sousa Silva recebeu pena de 35 anos de prisão. Ambos cumprirão as penas em regime inicial fechado.
A condenação foi obtida durante sessão do Tribunal do Júri realizada no dia 29 de maio. A atuação em plenário foi conduzida por integrantes do Grupo de Atuação Especial do Júri (GAEJÚRI), em conjunto com o promotor de Justiça responsável pelo caso.
De acordo com as investigações, o homicídio ocorreu em 3 de fevereiro de 2019. Em comunicado, o MPPA informou que a vítima foi “atraída pelos acusados, privada de liberdade, submetida à tortura e posteriormente executada em contexto relacionado à atuação de organização criminosa.”.
Lideranças no crime
Conforme as provas apresentadas no processo, os acusados exerciam funções de liderança dentro da facção e participavam de decisões e ações ligadas à prática de crimes violentos. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade penal dos réus pelo crime de homicídio qualificado.
Massacre de Altamira
Ainda segundo o MPPA, Antônio Carlos de Sousa Silva possui vinculação com fatos investigados no episódio conhecido como “Massacre de Altamira”, ocorrido no sistema penitenciário paraense.
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