Conjunto CDP tem noite de pancadaria e morte após clássico Re-Pa

Uma pessoa teria morrido e outras ficaram feridas num confronto bárbaro ao final do jogo deste domingo (10)

Victor Furtado

Após o Re-Pa deste domingo (10), o conjunto CDP foi palco de muita violência. Primeiro uma briga generalizada, com vários registros em fotos e vídeos que ganharam as redes sociais: dois homens são brutalmente atacados com socos, chutes, pauladas e pedradas, sendo deixados no chão e socorridos. As identidades ainda não foram confirmadas e há rumores de que um deles teria morrido. E depois, já na madrugada desta segunda-feira (11), duas pessoas foram baleadas e também socorridas. A Polícia Militar confirma a morte apenas de um dos baleados.

Os baleamentos ocorreram na passagem São José, perto do canal São Joaquim, aproximadamente 1h30. Werlem Thierry Pantojas de Carvalho, 22 anos, e Breno Leandro Belém de Melo, de 26 anos, ainda foram socorridos. Um pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e outro por populares, num veículo particular. Os atiradores estavam em um veículo de cor cinza, sem placa ou modelo identificados. As vítimas estavam bebendo com amigos. Nada foi levado deles. Werlem, confirma a PM, morreu no Hospital de Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti (HPSM da 14 de Março).

Horas antes, ainda no conjunto CDP, mas na travessa Rio Paru, perto da avenida dos Tucanos, a poucos metros de um quartel da PM, ocorreu uma violenta briga. Não se sabe exatamente como começou, mas possivelmente foi em um barzinho, onde várias pessoas assistiam ao Re-Pa. As torcidas rivais se encontraram no meio da rua. As agressões terminaram com duas pessoas no chão, ensanguentadas e desacordadas.

Pela manhã, moradores da travessa Paru, a poucos metros de um quartel da PM, ainda tinham medo de sair ou comentar o que ocorreu. Os vestígios da barbárie ainda podiam ser vistos. (Victor Furtado / O Liberal)

Nos vídeos, moradores gritam de medo. Só que um dos vídeo que chegou às redes sociais foi de uma mulher, que vibrava ao ver um dos homens no chão. "Foi sal, foi sal!", ela gritava. A PM chega e então isola a área, dispersando a briga. Porém, ninguém é preso, inclusive a mulher que passa ao lado das viaturas. Várias pessoas se mobilizam para tentar manter as vítimas acordadas, enquanto o socorro é acionado. Neste caso, também houve um homem socorrido pelo Samu 192 e outro em um veículo particular.

Na manhã desta segunda-feira, moradores da travessa rio Paru ainda estavam assustados com a noite de terror vivida no CDP. Ninguém quis se identificar e poucos queriam comentar. Apenas dois homens se manifestaram, dizendo não compreender o porquê de tanta violência por causa de futebol. Pelo chão, as marcas de sangue, paus, pedras e resíduos sólidos e líquidos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Os espancados não eram da área, ao menos como apontaram as pessoas ouvidas na reportagem.

A PM confirmou a morte de um dos baleados perto do canal São Joaquim, mas não das vítimas de espancamento. Nem relaciona os dois casos, neste momento. (Divulgação / Redes Sociais)

As vítimas do espancamento, por enquanto, ainda não tiveram identidades reveladas. Trata-se de uma investigação desafiadora, devido à quantidade de pessoas envolvidas. Porém, há farto material para identificar e responsabilizar cada pessoa que participou da briga.

Sobre a briga, a Polícia Militar disse apenas que houve dispersão dos envolvidos, isolamento da área e não confirmou óbito. Já sobre o caso ocorrido perto do canal São Joaquim houve morte, mas não há como relacionar os dois casos com brigas de torcida. Isso deve ficar por conta das investigações da Polícia Civil.

Polícia
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