MENU

BUSCA

Nenhuma criança brasileira está entre as 163 resgatadas nos EUA, confirma PF

Uma das famílias que mantiveram contato com a PF foi a de José Artur Souza Barros, de 2 anos, que sumiu em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, em março deste ano

O Liberal

A Polícia Federal (PF) confirmou, na tarde desta quarta-feira (9), que nenhuma criança brasileira está entre as 163 encontradas durante uma operação Statewide Shield realizada nos Estados Unidos, entre 17 e 21 de agosto. A informação encerra, ao menos em relação a esse grupo, a possibilidade levantada por familiares de crianças desaparecidas no Brasil de que alguma delas pudesse estar entre os menores localizados pelas autoridades norte-americanas.

VEJA MAIS

Caso José Artur: bebê desaparecido não está entre crianças encontradas nos EUA, diz advogado
Segundo Elisson Araújo, foram comparadas fotografias e características anatômicas de José Artur com as crianças localizadas nos Estados Unidos

Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal, no Maranhão
Entre as possibilidades está o auxílio na localização das crianças caso elas estejam fora do Brasil

Menino resgatado nos EUA é uma das crianças desaparecidas no Maranhão? Entenda o que aconteceu!
Suposta semelhança de criança resgatada na Flórida com Alan Michael, desaparecido em Bacabal, Maranhão, mobiliza familiares e autoridades

A hipótese ganhou repercussão após a divulgação da operação nos Estados Unidos. No Brasil, familiares de crianças que seguem desaparecidas buscaram as autoridades para tentar verificar eventual correspondência. Entre os casos estão o de José Artur Souza Barros, de 2 anos, desaparecido desde março deste ano em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, e o dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão.

Procurada pela Redação Integrada de O Liberal, a Polícia Federal confirmou que não há brasileiros entre os menores encontrados. “Confirmamos que nenhuma criança brasileira está entre as que foram encontradas nos EUA”, informou a PF.

No caso de José Artur, a família havia solicitado que a Polícia Federal entrasse em contato com autoridades norte-americanas para verificar se alguma das 163 crianças apresentava características compatíveis com as do menino. Segundo o advogado da família, Elisson Araújo, após consulta à Interpol e às autoridades em Miami, foi descartada a possibilidade. A comparação teria considerado fotografias e características anatômicas, como formato do rosto, olhos, nariz, orelhas e outros traços particulares.

José Artur está desaparecido desde 26 de março de 2026. O menino brincava em frente à casa onde morava, na Vila Peruana, localizada no Assentamento Lourival Santana, em Eldorado dos Carajás, quando desapareceu, por volta das 17h. As forças de segurança realizaram buscas e investigações, mas, até o momento, o paradeiro da criança não foi esclarecido. A Polícia Civil informou anteriormente que o caso, inicialmente registrado na Delegacia de Eldorado dos Carajás, foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Marabá, que possui estrutura especializada e prossegue com as investigações.

Situação semelhante mobilizou a família dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos em janeiro deste ano na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Segundo informações reunidas durante as investigações, os dois teriam saído para brincar e entrado em uma área de mata, após mudarem o trajeto para não serem vistos por um tio que havia alertado sobre os riscos do local. Desde então, não foram mais encontrados.

O advogado da família de José Artur comentou ainda que solicitou a inclusão do menino na lista de Difusão Amarela, um alerta policial internacional emitido para localizar pessoas desaparecidas, especialmente menores de idade, para que os dados de José sejam divulgados às autoridades de vários países. A Polícia Federal informou que recebeu nesta quarta (9/9) a solicitação para inclusão de Ágatha e Allan para nessa lista. Por enquanto, a instituição não se manifestou sobre a inserção de José Artur. 

As buscas pelos irmãos mobilizaram equipes por terra, ar e água, com a participação de diferentes forças de segurança e até da Marinha do Brasil. Mais recentemente, a família recebeu apoio da Interpol. O Núcleo de Cooperação Internacional informou que ferramentas da organização poderão ser utilizadas para auxiliar na localização das crianças, inclusive na hipótese de elas estarem fora do país. A cooperação internacional também poderá ser empregada em eventual processo de repatriação, caso os irmãos sejam encontrados no exterior.