Agente da Semob é flagrado circulando com motocicleta com registro de roubo/furto

Semob confirmou a condição do veículo e explicou que pertence ao agente, que ainda não deu baixa no sistema

Caio Oliveira

Um agente da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) foi flagrado circulando pelas ruas da capital paraense com uma motocicleta com registro de roubo/furto. A imagem que mostra o veículo e o agente foi feita por um leitor e enviada à Redação Integrada.

A reportagem checou a placa da motocicleta no Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp) e constatou que o veículo, modelo Honda XRE, realmente estava com o registro de roubo/furto.

Em contato com a Semob, a reportagem foi informada que a motocicleta pertence ao agente fotografado.

(Reprodução / Sinesp)

 

Ainda segundo a Semob, o veículo foi roubado em fevereiro, cujo registro de roubo foi realizado na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) da Polícia Civil, no dia 22 daquele mês.

Após recuperar a motocicleta, entretanto, o proprietário, apesar de ser um agente da Semob, não deu baixa no sistema sobre o alerta de roubo/furto, e passou a circular com o veículo ainda em situação irregular.

O que fazer ao recuperar um veículo com alerta de roubo/furto?

Segundo o delegado Almir Alves, da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) da Polícia Civil, o pedido de baixa de registro de roubo/furto pode ser feito em qualquer delegacia.

"O proprietário vai até a (delegacia de) polícia, registra um Boletim de Ocorrência comunicando a recuperação do veículo para que seja solicitada uma perícia. Assim, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves vai analisar o veículo, para saber se realmente se trata do mesmo e se não foi adulterado", explica o delegado Almir.

Se tudo estiver correto, será emitido um dossiê que autoriza a anulação do registro de roubo/furto, que será encaminhado à delegacia solicitante e que irá dar baixa da queixa no sistema.

"Infelizmente, muita gente não quer ou não dispõe de tempo para esse processo, mas é o protocolo", conclui o delegado Almir.

Polícia
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