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UFPA: Pesquisa discute as experiências de mulheres na capoeira do Pará

O estudo traçou diálogos baseados na experiência histórica de algumas capoeiristas atuantes no estado do Pará e na sua presença nos espaços de treino e de roda

Ascom/UFPA

Pensando em dar visibilidade para mulheres capoeiristas paraenses, a pesquisadora Luciane de Sena Camões desenvolveu a pesquisa “Elas jogam, tocam e cantam: práticas e discursos sobre a experiência histórica de mulheres capoeiristas no Pará”, em que buscou refletir sobre as diferentes experiências vivenciadas por mulheres nos espaços de capoeira e as questões de gênero evidenciadas. A dissertação de mestrado foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos na Amazônia (PPGEAA), no Campus Universitário de Castanhal da Universidade Federal do Pará (UFPA), orientada pelo professor Luiz Augusto Pinheiro Leal.

O estudo traçou diálogos baseados na experiência histórica de algumas capoeiristas atuantes no estado do Pará (Alexandre de Moraes/ Ascom UFPA)

O estudo traçou diálogos baseados na experiência histórica de algumas capoeiristas atuantes no estado do Pará e na sua presença nos espaços de treino e de roda. Na coleta de dados, Luciana Camões partiu de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, na qual realizou entrevistas com 19 capoeiristas que atuam em diversas cidades do estado do Pará, além de contribuições etnográficas e teóricas para a realização de uma recapitulação histórica da capoeira e seu contexto na atualidade.

O estudo traçou diálogos baseados na experiência histórica de algumas capoeiristas atuantes no estado do Pará e na sua presença nos espaços de treino e de roda (Alexandre de Moraes/Ascom UFPA)

Silenciamentos e subversões 

A pesquisa aborda o silenciamento das mulheres na capoeira do século XIX. De acordo com a pesquisadora, essa invisibilidade tem ligação com a representação estereotipada de que a capoeira é um “jogo masculinizado”, além dos estigmas sociais que caracterizavam mulheres como indivíduos frágeis. “Mas se tinha uma coisa que essas capoeiristas não eram, eram frágeis, inclusive algumas foram reconhecidas no Pará por sua valentia, como Maria Meia Noite e Cafuza Jerônima”, afirma Luciane Camões.

As experiências entre homens e mulheres na capoeira ainda são bastante diferenciadas, pois, conforme discute a autora, apesar de dois séculos terem passado, os discursos e as práticas machistas e sexistas continuam presentes nos espaços de capoeira.

O estudo foi realizado com mulheres que estão ligadas aos estilos de capoeira angola e regional. A pesquisa, então, dialoga com Waldeloir Rego e com outros teóricos que discutem o processo de divisão da capoeira na Bahia do século XX, época em que a prática era proibida por lei (Código Penal de 1890) e foi dividida em dois estilos, sendo ambos compreendidos no Pará.

Conheça mais sobre essas e outras pesquisas do PPGEAA do Campus Universitário de Castanhal da UFPA por meio do site: www.ppgeaa.propesp.ufpa.br.

Pará
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