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VÍDEO: Grande aglomeração é flagrada em live de Viviane Batidão e Valéria Paiva em Santa Izabel

Evento que teve apoio da prefeitura ocorreu no primeiro fim de semana após flexibilização das restrições no bandeiramento laranja. Centenas de pessoas ignoravam medidas de segurança contra a covid-19

Redação integrada de O Liberal

A live foi uma ferramenta encontrada por artistas para manter apresentações culturais durante a pandemia, quando a orientação é evitar shows e eventos que promovam aglomeração de pessoas. No entanto, uma transmissão feita ontem (25) pelas cantoras Viviane Batidão e Valéria Paiva (Fruto Sensual), gravada diretamente de um bar no Balneário Caraparu, no município de Santa Izabel do Pará, na Região Metropolitana de Belém, cumpriu um papel diferente e reuniu centenas de pessoas, sem nenhum tipo de fiscalização. Nas redes sociais, a população flagrou imagens de desrespeito aos protocolos contra a covid-19, mesmo com a flexibilização do bandeiramento para o alerta laranja, após decreto estadual que passou a valer sexta (23). Veja:

Nas imagens, é possível ver o desrespeito às medidas de segurança contra a covid-19. Pessoas sem máscara e sem absolutamente nenhum distanciamento social consomem bebidas alcoólicas e se divertem ao som das atrações.

É importante lembrar que esse domingo foi o primeiro depois de semanas de restrições na Grande Belém, impostas pelo governador e prefeituras, para reduzir o contágio pelo novo coronavírus, que chegou a levar o sistema de saúda da região ao saturamento.

Imagens circularam nas redes nesta segunda: festa sem protocolos (via redes sociais)

Artista diz que live era legal: 'Não havia como controlar'


Nas redes sociais, Viviane Batidão, que assim como Valéria é natural de Santa Izabel, inicialmente comemorou o total apoio da prefeitura e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) à realização e segurança do evento.

Na manhã desta segunda-feira (26), em posicionamento enviado à redação integrada de O Liberal, Viviane Batidão afirmou ao estagiário Fernando Assunção, que apurou o caso sob orientação da coordenação do Núcleo integrado de Cidades, que a live foi programada antes da flexibilização. Ou seja, não teria público, mas que, com a liberação via decreto do acesso a balneários, a situação fugiu do controle. Ouça:

A artista também se desculpou e disse que o evento estava completamente autorizado e liberado pela administração municipal. “Quando libera público de praias e balneários, a gente não consegue fazer muita coisa. Caraparu é grande, é uma vila de Santa Izabel, e tinha muitas pessoas lá que eram nativas. Santa Izabel também fica próximo e as pessoas foram para lá. A gente não teve esse controle”, disse a cantora. Ouça:

“Quando libera público de praias e balneários, a gente não consegue fazer muita coisa. Caraparu é grande, é uma vila de Santa Izabel, e tinha muitas pessoas lá que eram nativas. Santa Izabel também fica próximo e as pessoas foram para lá. A gente não teve esse controle”, disse a cantora Viviane Batidão sobre o ocorrido.

A cantora Valéria Paiva, que também participou da live, reforçou a posição de Viviane e destacou que o espaço onde a transmissão foi gravada cumpriu protocolos. "Tinhamos um limite de pessoas, só estava o pessoal da produção dentro do bar, tinha um segurança, não passava ninguém sem um crachá. Nós protocolamos com a prefeitura e a secretaria do meio ambiente, que o ambiente em que foi realizada a live estaria dentro das normas do decreto", pontua. 

Prefeitura diz que vai apurar o ocorrido


A reportagem entrou em contato com o poder municipal para saber a posição da Prefeitura de Santa Izabel sobre o ocorrido. Em nota, a prefeitura  disse que a realização da Live “Viva”, das artistas Viviane Batidão e Valéria Paiva, "foi realizada em um restaurante na orla de Caraparu, mas sem a presença de público, seguindo todas as medidas de prevenção e com acesso restrito aos produtores do evento". Segundo o poder municipal, "a aglomeração em questão aconteceu em um local distinto da Live, também localizado na Vila de Caraparu".

A Prefeitura de Santa Izabel disse ainda que "sempre exige o cumprimento das medidas de prevenção e está apurando os detalhes da denúncia para tomar as providências necessárias, seja através de multa, suspensão ou até mesmo interdição do local".

A redação integrada de O Liberal entrou em contato com a Polícia Militar e a Polícia Civil para esclarecer porque não houve fiscalização contra aglomerações no evento, mas ainda aguarda retorno. Acompanhe.

Pará
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