Projeto Anamã ganha prêmio por iniciativa sustentável em Belém
O Prêmio Inovação Social Amanco Wavin avaliou inovações que ajudem comunidades vulneráveis e protejam o meio ambiente

O projeto Anamã, da Enactus, sediado na Universidade Federal do Pará (UFPA), foi o campeão do Prêmio Inovação Social Amanco Wavin, que premiou iniciativas que utilizam o plástico de maneira inovadora com o objetivo de ajudar comunidades vulneráveis e proteger o meio ambiente. O anúncio foi feito no Evento Nacional da Enactus Brasil (ENEB) nos últimos dias 28 e 29 de julho e contou com a presença também de alunos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), vencedores do segundo lugar.
São oito membros de diferentes cursos de graduação da UFPA que fazem parte do desenvolvimento do Anamã. O projeto surgiu a partir da problemática do alto descarte irregular de resíduos na cidade, principalmente em canais urbanos, o que gera enormes problemas para o meio ambiente. Por isso, a iniciativa busca implementar sistemas de gestão desses produtos em lugares vulneráveis, usando tecnologias sustentáveis e de baixo custo.
Pensando assim, o trabalho criado foi uma ecobarreira, construída com fios de garrafas PET, tubos e conexões de PVC, formando uma proteção que impede a passagem de resíduos nos rios e oceanos. Junto a isso, o projeto criou ecopontos que auxiliam na coleta de materiais recicláveis, contando com o apoio das comunidades e auxiliando o trabalho das cooperativas.
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A fase final do concurso consistiu em utilizar produtos específicos de forma inovadora, com viés de sustentabilidade para melhoria social. Então, cada time recebeu produtos específicos e a mentoria de especialistas para aprimorar um material, além de uma bolsa-auxílio em dinheiro. Os grupos foram avaliados por uma banca de jurados composta por profissionais especializados na área.
A estudante de Publicidade e Propaganda da UFPA, Beatriz Araújo, integra a equipe do Anamã desde 2021, atuando na área de comunicação. Para ela, o projeto tem a importância de transformar vidas. “Através dele eu consigo ver de perto o resultado incrível que transforma realidades das comunidades por meio das ações de educação ambiental e conscientização do descarte irregular de lixo. Me faz ter certeza que o empreendedorismo social é a esperança que precisamos para construir um mundo melhor”, afirma.
Já é a segunda vez que o Anamã consegue o título e o reconhecimento. “Essa premiação significa muito, o recurso obtido será investido em aprimoramento técnico, tanto para o desenvolvimento de novos protótipos das soluções inovadoras, como também investimento no estudo que possam aprimorar os impactos das nossas soluções”, destaca Beatriz.
A partir de agora, o trabalho visa modificar a comunicação do Anamã, a transformando em um negócio social. A ideia é deixar de ser um projeto e evoluir para uma empresa, a inserindo no mercado de trabalho.
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