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Pará registrou em 2021 mais de 60 casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Tosse, falta de ar e o pigarro, são os sintomas clássicos da doença", diz o médico pneumologista Rubens Tofollo

Emanuele Corrêa

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é provocada pelo tabagismo ou exposição a outros compostos nocivos, e causa a obstrução da passagem do ar pelos pulmões. No Pará, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), somente em 2021 foram registrados 64 casos de DPOC. Já em 2022, até o momento, foram registrados 35 casos da doença. No Brasil, segundo estudo publicado na revista científica Scielo, 7 milhões de brasileiros são afetados pela doença pulmonar.

O médico pneumologista, Rubens Tofollo, explica a origem da doença e como a fumaça do cigarro ou a exposição a gases, poeira ou resíduos da construção civil a longo prazo - sem o uso de EPI's -, podem causá-la. "DPOC é uma doença, que faz com que o pulmão não faça as trocas gasosas de maneira adequada. Causa uma destruição das vias aéreas inferiores. Temos duas doenças agregadas aí: enfisema pulmonar e bronquite crônica. O fator principal é o tabagismo, não só o tempo de uso, mas a quantidade de uso também. Também está associada ao uso dos cigarros eletrônicos, narguilé, entre outros, por causa da fumaça", explicou.

Há casos em que a doença acontece devido a exposição passiva ou indireta, à exemplo da exposição prolongada de pessoas não fumantes ao tabagismo. "Temos pacientes que têm enfisema, por exposição. Às vezes casais onde o marido fumou a vida toda e a esposa acabou sendo fumante passiva. Também tem trabalhadores que são expostos a gases ou então a poeira, na construção civil. Por isso o uso de máscaras e EPI é imprescindível", argumentou.

Questionado sobre como identificar os principais sintomas de alerta, Rubens indicou que os sintomas respiratórios, principalmente pela manhã, devem alertar a população a procurar um especialista. "Tosse, falta de ar e o pigarro, são os sintomas clássicos da doença. E, geralmente, desde a manhã. Dispneia aos grandes e pequenos esforços. Desde caminhar, até ao simples ato de escovar os dentes", disse.

O diagnóstico é feito pelo pneumologista, com um exame chamado prova de função respiratória ou espirometria, onde o paciente assopra para medir a capacidade respiratória, orienta o médico. Ao ser diagnosticado, a adequado é abandonar o hábito de fumar, seja o cigarro tradicional ou os demais Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEF), ressalta. "A doença é progressiva. Se o paciente faz o tratamento, mas não para de fumar, a doença pode agravar e levar a morte. 10 anos após parar de fumar, o risco de ter enfisema é pequeno. Então quanto mais cedo parar de fumar, os riscos são menores. Se você fuma, os exames estão normais, pare. Porque as chances de ter complicações serão nulas. Quase igual a quem nunca fumou. Então, o ideal é parar de fumar em todas as situações", afirmou o pneumologista.

O DPOC e as doenças associadas, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, também podem desencadear outras doenças. Por se tratar da limitação do oxigênios nas vias aéreas inferiores, doenças de circulação, cardiovasculares, são mais suscetíveis. "Como temos uma diminuição do oxigênio na corrente sanguínea, então, têm maior risco de infarto e AVC. 17% das pessoas maiores de 40 anos são portadoras de DPOC. 7 Milhões de pessoas tem DPOC no Brasil. E, em média, 40 pessoas morrem por ano no Brasil com DPOC ou por consequência da doença. Esses são dados da revista de Epidemiologia da doença pulmonar obstrutiva crônica no Brasil: um revisão sistemática e metanálise, 2020, Scielo", concluiu.

Apesar da doença não ter cura, Tofollo afirma que é possível - para quem descobre a doença, muda os hábitos de vida e realiza o tratamento adequado -, ter uma qualidade de vida e explica como funciona o tratamento. "O tratamento é com dispositivos inalatórios, as famosas bombinhas. Que são os broncodilatadores. Para o ar chegar a periferia do pulmão do paciente. Como é uma doença crônica, o tratamento é para vida toda. O pulmão não é como antes. O objetivo é minimizar os sintomas. Para que eles não evoluam para insuficiência respiratória crônica. Que, neste caso, o paciente passa a depender de oxigênio. E quando começa a usar, será para toda vida, às vezes 2h por dia ou até 24h", finalizou.

 

Orientações para melhorar a qualidade respiratória:

Não fumar
Realizar exercícios físicos (com acompanhamento adequado)
Fisioterapia respiratória (em caso de orientação médica)
Alimentação adequada e saudável

 

Sinais e sintomas DPOC
– Tosse
– Pigarro
– Falta de ar e fadiga
– Catarro em excesso


Fatores de risco
– Tabagismo
– Histórico familiar
– Inalação constante de gases, como fumaça de lenha e produtos tóxicos

Pará
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