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Pará registra mais de 700 novos casos de covid-19 nesta quarta; número de óbitos chega a 410

Ao todo, o Pará registra 5.524 casos confirmados. A escalada ainda ininterrupta de óbitos e diagnósticos positivos é um dos motivadores do lockdown, a partir desta quinta-feira (7)

João Thiago Dias e Victor Furtado

O Pará registrou 768 novos casos de covid-19 apenas nesta quarta-feira (06), totalizando 5.524 pacientes que testaram positivo para a doença. Trata-se de um crescimento de 16,1% em relação ao total de casos da última terça-feira (05), quando o número era de 4.756. Apenas nesta quarta-feira, foram registrados 35 novos óbitos, totalizando 410 mortes por covid-19 no Pará. Do total de casos positivos, há o registro de 288 casos em análise, 2.590 descartados e 2.981 recuperados (com 83 novos recuperados).

O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), às 22h desta quarta-feira. De manhã, por volta das 10h30, a Sespa divulgou 261 novos casos. Neste balanço matutino, foram anunciados 17 óbitos por causa da doença.

Novamente, quase todos foram de Belém, correspondente a oito homens — 25, 42, 58, 58, 60, 69, 81 e 94 anos — e duas mulheres, sendo uma de 80 e outra de 86 anos. Em Ananindeua, duas mulheres foram vitimadas, sendo uma de 19 anos e uma de 87 anos, além de um homem de 66 anos. Houve, ainda, o óbito de uma mulher, 60 anos, de Igarapé-Miri; uma mulher, de 59 anos, em Santa Cruz do Arari; e, em São Caetano de Odivelas, uma mulher de 60 anos e um homem de 71 anos

No fim da tarde, por volta das 17h, foram anunciados outros 278 novos casos. Entre os óbitos deste boletim: dois em Ananindeua, sendo homem, de 83, e uma mulher, de 84; quatro em Belém, sendo dois homens, de 71 e 88, e duas mulheres, de 78 e 94; cinco em Breves, correspondendo a três homens, de 36, 43 e 58, além de duas mulheres, de 66 e 90 anos. Também houve o óbito de um home, de 66, em Cametá; um homem, de 54, em Parauapebas; e uma mulher, de 68, em São Caetano de Odivelas. 

Já no último boletim do dia, por volta das 21h20, foram anunciados mais 229 casos. Nesta atualização, foram confirmados quatro óbitos: dois em Belém, sendo dois homens, de 66 e 80 anos; um Ananindeua, sendo uma mulher de 68; e um homem, de 68, em Bragança. 

Cada morte divulgada antes é analisada e testada pelo órgão estadual. Mesmo assim, muita gente ainda se recusa em acreditar que a covid-19 mata, além da contestação dos registros de óbitos. Isso já causou confusões e até casos de agressão, em todo o Brasil, contra médicos que colocam como possível causa do óbito a doença do coronavírus.

Profissionais de saúde de todo o Brasil estão se desdobrando e estão sobrecarregados. Muitos adoecendo na missão de cuidar dos doentes com covid-19. Porém, esse trabalho já resultou em vários pacientes recuperados. No Pará, a taxa de recuperação é superior a 50%., com 2.810 pessoas sem sintomas da doença, segundo dados atualizados na tarde desta quarta-feira (6).

Por conta do colapso no Sistema Único de Saúde (SUS) — que há tempos não era tão referenciado e evidenciado, ainda que sempre tenha operado sob forte pressão —, os órgãos de saúde municipais, estaduais e o Ministério da Saúde voltam a pedir que a população seja consciente e, se puder, fique em casa o máximo possível. Pela falta de consciência de muita gente, o decreto de lockdown — fechamento total de atividades não essenciais à manutenção da vida, saúde e segurança da população — passará a valer nesta quinta-feira (7), em dez municípios paraenses.

É óbvio que nem todo mundo poderá ficar em casa, pois alguns serviços são essenciais e alguns compromissos ainda exigem presença. O importante é cada um cumprir sua parte em evitar que o vírus circule e se expor a riscos sem necessidade.

Ao passo que o número de mortes escala no Estado, sepultamentos exigem cada vez mais segurança e estão mais esvaziados em Belém. (Akira Onuma / O Liberal)

O QUE FAZER

Se for realmente necessário sair, é necessário usar luvas, máscara e manter distância mínima de 1,5 metro de cada pessoa. Todo mundo pode e deve exigir esse distanciamento, sem medo de parecer grosseiro. Álcool gel ou lavar as mãos tão logo seja possível. Ao retornar para casa, as roupas devem ser logo lavadas. Calçados devem ficar do lado de fora da casa. Compras devem ser higienizadas com água e sabão. A pessoa que esteve na rua precisa tomar logo banho.

Sem esses cuidados, o número de doentes e mortos pode aumentar significativamente. Esses cuidados são temporários, até que tratamentos comprovadamente eficazes sejam descobertos ou vacinas sejam desenvolvidas. No mínimo, até a circulação do vírus começar a diminuir.

Para manter a população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde atualiza, diariamente, os dados na Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a situação epidemiológica. Os dados locais do Pará são atualizados, pela Sespa, em boletins especiais, que saem pelo Twitter. E há também o site oficial de monitoramento.

Durante 24 horas por dia, a Prefeitura de Belém mantém o telefone (91) 98417-3985 para informações gerais e casos de suspeitas de covid-19. Há outros canais, para situações menos urgentes, que funcionam de 8h às 22h: (91) 3184-6110, (91) 98568-3067 e (91) 98568-6203. Nas redes sociais da Prefeitura há também informações oficiais sobre a doença e formas de prevenção

Há também uma central de atendimento do Hospital Universitário João de Barros Barreto, para tirar dúvidas. Os números são (91) 98468-0304 e (91) 98936-1105. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Pará
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