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Orla de Santarém encanta turistas de todo o mundo

Encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas, culinária e artesanatos são as atrações do local

Ândria Almeida

Hoje o nosso roteiro turístico destaca a orla do município de Santarém, oeste do Pará. O lugar é  a pedida certa para quem visita a cidade; tradicionalmente conhecida pela vista belíssima do encontro dos rios Tapajós e Amazonas e pelo pôr do sol de tirar o fôlego, o ponto turístico atrai milhares de pessoas por semana. Outro atrativo delicioso desse roteiro é a culinária regional, que tem uma diversidade gastronômica, servidos em um espaço estratégico que divide sabores e o artesanato santareno. 

Turistas se encantam com o encontro das águas e a culinária de Santarém (Ândria Almeida)

O município de Santarém tem uma população de 308.339 pessoas , segundo o censo de 2021 do IBGE. Santarém, de acordo com um estudo realizado pelo buscador “Viaja Lá”, foi o destino mais procurado do Brasil no ano de 2020. Não é de hoje que o local está no radar dos turistas, a exemplo da vila balneária de Alter do Chão, localizada no município e que já foi eleita a praia mais bonita do mundo no ano de 2018, pelo caderno Viagem do jornal O Estado de São Paulo.  A orla abriga o terminal turístico do município, onde funciona uma feirinha local de artesanato, com lembrancinhas para todos os gostos, uma oportunidade de levar um pedacinho de Santarém na bagagem. Os artesãos oferecem desde suvenir, cachaça de jambú a biojoias. 

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Ao longo da extensão da orla várias atividades são realizadas, como corrida, caminhada, passeio ciclístico na ciclovia que divide o espaço, além da pescaria que é uma modalidade comum no local.

O aposentado João Cavalcante é um dos adeptos da pescaria. Ele conta que se tornou um hobby praticado na frente da cidade. 

“Quando não venho de manhã, venho no final da tarde. Hoje eu já peguei pacus e dois charutinhos. Vamos comer fritinho”, comemorou. 

Culinária regional

O Terminal Fluvial Turístico (TFT) é mais conhecido pelo nome de “Trapiche Massabor”, que é um restaurante/barzinho bem conceituado e tradicional para os santarenos. O lugar funciona há mais de 10 anos, das 16h às 00:00 e cada vez mais tem sido a parada turística certa como opção de comida regional. O local oferece apresentações de danças de carimbó e a sedução do boto nos finais de semana. No cardápio tem muita variedade da gastrônoma tapajônica, e ainda petiscos, pizzas e sanduíches. 

Chef Ane Maia com sua comida de sucesso no menu da casa (Ândria Almeida)

A empresária e chef de produção Ane Maia, apresentou alguns itens que fazem sucesso no menu da casa. Ela relata que o local recebe um grande fluxo de turistas e moradores diariamente.

“Entre os pratos mais destacados estão os que levam piracuí, que é uma farinha de peixe, com a qual se prepara o bolinho de piracuí com purê de batata e outras especiarias que dão o toque paraense; que é o carro chefe do nosso estabelecimento. Seguido da farofa de piracuí com farinha d'água e banana da terra. São pratos que têm um valor agregado porque além do sabor, exprimem um pouco da nossa realidade tapajônica”, relatou.

Outro produto com bastante saída, segundo Ane, é a isca de pirarucu, petisco típico da região, que consiste em tiras de pirarucu empanadas e fritas.

“O turista fica encantado quando conhece a história e sabor do pirarucu, que é um peixe incomum por ser tão grande com uma carne tão apreciada. E o peixe é sempre uma escolha dos turistas que vêm a Santarém, seja no almoço ou fim de tarde”, destacou.

O Trapiche Massabor oferece tacacá, vatapá, pastel de vatapá, dadinhos de tapioca acompanhados de geleia de cupuaçu com pimenta, bolinhos de piracuí, maniçoba, sucos de polpas de frutas da região como taperebá, bebidas alcoólicas e outros pratos deliciosos. 

Ane brinca que o tacacá deveria ter manual de instruções para os turistas que sempre questionam o que fazer com o palito que é entregue para beber com os ingredientes da iguaria. 

“O turista se sente muito perdido com o caldo que vem com um palito. Mas é bem divertido a gente vivenciar essas experiências e perceber a curiosidade no olhar e encantamento e aprovação ao degustar o tucupi, o jambu, o camarão e a goma”, enfatizou. 

Para a chef, quem conhece Santarém se encanta pelas belezas naturais e culturais, mas também leva um gostinho de quero mais da culinária da região que é uma experiência repleta de sabores e aromas. 

Terminal turístico 

O TFT é o ponto de partida para passeios fluviais que levam os visitantes a contemplarem as belezas naturais da cidade como o encontro das águas, a Ilha da Ponta Negra, Igarapé Açu, Lago do Maicá e diversas praias de águas doces.

Danças e outras apresentações artísticas atraem os visitantes (Ândria Almeida)

Feirinha de artesanato 

A feirinha de artesanato fica localizada dentro do Terminal Fluvial Turístico, às margens da estrutura da orla. Nesse espaço, funcionam oito lojinhas rotativas; a cada 10 dias muda o grupo de artesãos. Apesar do tamanho do espaço, cerca de 30 empreendedores locais se revezam para as vendas.

Além de biojoias produzidas com produtos da natureza que contam um pouco da história e cultura do local, é possível encontrar uma variedade de produtos como quadros, bonecos, canecas, enfeites de madeira, sabonetes feitos à mão, aromatizador natural, bombons recheados com castanhas, cupuaçu, muruci, e ainda cachaças de jambu, banana, entre outras.

Seu Sebastião Palma Serra é uma das pessoas que comercializa os produtos na feirinha. Ele detalha que o espaço abriga diversos tipos de artesanatos.

“Desde produtos feitos a partir da madeira, do ouriço da castanha, sementes. A gente procura sempre unir o útil ao agradável com uma lembrancinha para o turista levar um pouco de Santarém na bagagem”, contou. 

Entre os itens vendidos, Sebastião destaca dois. “A barca da fartura são os índios que trazem as sementes da floresta para esta representação. Outro item que chama atenção é o da garça, carinhosamente chamada de Gisele, que é a atração da orla”, relatou. 

A família da dona Roseli Santos, veio de Foz do Iguaçu para conhecer Santarém. Ela veio com os dois filhos, genro e esposo. Entre as experiências vivenciadas durante a estadia, estão a da culinária local e artesanatos que contam um pouco da história da região.

“Escolhi essa peça de artesanato porque tem a garcinha que vimos ali, que é chamada de Gisele. Vou dar para uma pessoa que eu gosto muito, uma irmã do coração que também se chama Gisele. Achei os trabalhos maravilhosos”, finalizou.

Pará
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