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Diretor de Hospital explica sintomas do 1º caso de morte com suspeita de 'Urina preta' em Santarém

Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, apresentou escurecimento da urina e dores musculares

O Liberal

Santarém registrou na manhã desta terça-feira (7) o que pode ter sido o primeiro caso de óbito por Síndrome de Haff - mais conhecida como doença da 'Urina preta'. A vítima foi Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, que foi internado com dores musculares e teve evolução nos sintomas, inclusive com o escurecimento da urina, como explicou o diretor técnico do Hospital Municipal de Santarém, Vinícius Savino.

Genivaldo Cardoso de Azevedo trabalhava como mototaxista e tinha 55 anos (Arquivo pessoal)

"O paciente chegou com injúria muscular, que pode ser decorrente de várias outras patologias, inclusive a Síndrome de Haff. Ele teve a mialgia intensa e evoluiu para um processo que a gente chama de Rabdomiólise, que é quando há sofrimento muscular. Nestes casos, existe uma insuficiência urinária, que foi o que aconteceu com ele. A urina diminuiu. Ele (Genivaldo) também apresentou o escurecimento da urina", disse e completou:

"Tomamos todas as medidas cabíveis no tratamento, com hidratação intensa, mas, infelizmente, ele evoluiu a óbito. Comunicamos à Vigilância Sanitária do município e também do Estado. Agora, estamos reunindo todos os dados para fechar o diagnóstico. Ainda é um caso suspeito de Síndrome de Haff".

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Genivaldo Cardoso de Azevedo trabalhava como mototaxista. O corpo foi liberado pela Vigilância Epidemiológica do hospital. Familiares e amigos serão contactados pela divisa de Santarém para saber se Genivaldo havia consumido peixe e, se sim, qual a espécie. 

Síndrome de Haff

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes e crustáceos. A substância gera danos no sistema muscular e em órgãos como rins. Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas, e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

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O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo um enclave entre a Polônia e a Lituânia.

A doença de Haff gera uma rigidez muscular. Além disso, frequentemente ocorre como consequência o aparecimento de uma urina escura em função da insuficiência renal, razão pela qual essa expressão é utilizada para se referir à enfermidade.

Origem desconhecida

Em artigo sobre a doença, médicos do Hospital São Lucas Copacabana explicam que ainda não houve confirmação sobre a natureza da toxina constante nos peixes cuja ingestão provocou a doença. Em alguns livros, ela está associada ao envenenamento por arsênico. A toxina não tem nem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Ela também não é eliminada pelo processo de cocção do peixe.

Pará
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