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Dia dos Motociclistas: condutores pedem respeito e segurança nas ruas

Os dados de acidentes registrados pelo Detran-PA refletem a insegurança à qual os motociclistas estão expostos

Dilson Pimentel

O Dia Nacional do Motociclista e do Motoboy é comemorado nesta quarta-feira (27). O que as pessoas que circulam pelas ruas de moto pedem na data é mais segurança e respeito no trânsito. Em 2021, segundo aponta o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA) foram registrados, 12.813 acidentes envolvendo motociclistas em todo estado. E, em 2022, até o mês de março, foram 2.701 acidentes. Os dados deste ano ainda estão sendo atualizados.

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No entanto, parte da segurança ainda depende do comportamento dos próprios motociclistas. A infração mais recorrente cometida por motociclistas é transitar sem o uso do capacete. Em 2021, foram registradas 56 mil autuações dessa natureza pelos órgãos de trânsito. Mas nem tudo é responsabilidade de quem está sobre duas rodas. Muitas vezes, quem está de carro costuma achar que "compete" com condutores de motos. E as condições do asfalto são cruciais para a segurança dos pilotos.

Flávio Barroso Cota, 38, é motoboy há três anos. O ponto dele é na avenida Visconde (Doca) de Souza Franco, a partir do qual sai, diariamente, para entregar refeições e medicamentos. “A dificuldade é que tem muito buraco. Nunca vi uma pista lisa em Belém. Não tem”, afirmou. Flávio afirmou que é preciso redobrar a atenção, sobretudo à noite. “Já bati e já caí em buraco”, completou.

Nesse cenário de dificuldades, ele também cita a falta de educação de outros entregadores e também da população, que desrespeita as regras de trânsito. Para poder trabalhar e circular pela dificuldade com o máximo possível de segurança, Flávio afirmou que diminui a velocidade e tenta “ser o mais educado possível no trânsito”.

Ele também defende a realização de mais fiscalizações na cidade, para que, assim, sejam coibidas e punidas as infrações. “Deveria ter mais blitz, para pegar os que cometem infrações, e para parar aqueles que andam em dois. Parar aqueles motoboys que andam em dois (na moto). Quem anda em dois praticamente é assaltante”, afirmou, deixando claro, porém, que não está generalizando.

Flávio Barroso, motoentregador, destaca a liberdade e prazer de andar de moto, mas lembra que o cuidado deve ser constante (Ivan Duarte / O Liberal)

Conheça o "Feras do Asfalto", o primeiro motoclube feminino do Pará

Ivanete Costa, a “Preta”, é fundadora e presidente do Motoclube Feras do Asfalto. É o primeiro motoclube feminino do Pará e surgiu em 1º de julho de 2011. “É um clube sem fins lucrativos, formado só por mulheres. Somos 28 atualmente. O objetivo é fortalecer o motociclismo feminino. Realizamos viagens, passeio, participamos de eventos, realizamos ações sociais, que é o nosso maior foco”, explicou.

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Ela afirmou que as integrantes do grupo são motociclistas. E disse que há uma grande diferença entre motociclista e motoqueiro.

“No meu grupo há regras: andar com equipamentos de segurança, capacete, bota, calça. E o motoqueiro anda descalço, sem luva, sem capacete, costurando o trânsito, ele é bem imprudente”, explica Ivanete Costa.

Preta defende mais educação, conscientização no trânsito e a realização de mais cursos. E, também, mais fiscalização. “A gente sempre participa de cursos de pilotagem”, contou. Ela disse que é muito perigoso andar sobre duas rodas. “Mas, a partir do momento em que você anda consciente e seguindo todas as regras de segurança, você pode ter certeza que é bem mais viável que uma pessoa que anda de qualquer jeito em um amoto”.

Preta afirmou ser fundamental o uso de equipamentos de segurança. E cita uma experiência pessoal. “Eu fiz uma viagem e sofri um grave acidente. A gente estava indo para São Luís (MA), em 2016. Em Castanhal, às quatro horas da manhã, sofri um grave acidente. Caí em um buraco. Mas não sofri quase nada. Estava bem equipada: uma boa luva, uma boa calçada, uma jaqueta, uma boa bota. Meus equipamentos danificaram muito. Se eu não estivesse com esses equipamentos, eu teria me machucado muito”, comentou.

Sobre os perigos diários no trânsito, ela citou as imprudências de motoristas que dirigem de qualquer jeito e, às vezes, embriagados. “Na moto tem que ter atenção redobrada”, observou.

As Moto Feras do Asfalto são o primeiro motoclube feminino do Pará, com motoqueiras celebrando o dia delas e de todos os apaixonados por motos (Cristino Martins / O Liberal)

Como nasceu o Dia do Motociclista

O Dia do Motociclista surgiu em 1984, a partir de uma tentativa da Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) para estimular um dia comemorativo oficial para a categoria e também para fixar uma data oficial comemorativa. 

O dia 27 de julho em especial foi escolhido pela entidade para homenagear o motociclista e mecânico da Honda Marcus Bernardi, que faleceu nesta data no ano de 1974.

Pará
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