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Pesquisa aponta que brasileiro usa máscara depois de vacinado

De acordo com o levantamento, 83% dizem que continuarão usando máscaras em público

Eduardo Rocha

“Eu recebi a primeira dose da vacina este mês e, em breve, vou tomar a segunda dose; mas, antes e mesmo depois da vacina, vou manter os cuidados contra o vírus, como o uso da máscara, e não tenho ido para balneários ou lugares com muita gente, para me resguardar das novas cepas e para não contrair e transmitir a doença”. A colocação da diarista Ana Laureano, de 37 anos, indica o cuidado que grande parte dos brasileiros adota para não se contaminar com o novo coronavírus. É o que aponta a pesquisa da Ipsos que indica que, quase sete entre cada dez brasileiros dizem se sentir confortáveis em comer em restaurantes após estarem vacinados.

A pesquisa feita para o Fórum Econômico Mundial, com nove países, revela que o processo de vacinação contra a covid-19 está caminhando no Brasil e no mundo, mas os comportamentos e cuidados trazidos pela pandemia devem permanecer mesmo após o fim da crise sanitária. Nesse sentido, entre os brasileiros, 83% afirmaram que devem continuar usando máscaras em público mesmo depois de serem vacinados. É o segundo maior índice entre as nove nações avaliadas, atrás apenas do México (85%).

Além disso, 84% dos respondentes no país disseram que, depois de serem imunizados, vão continuar fazendo distanciamento social em locais públicos. Mais uma vez, é o segundo maior percentual, atrás do México (86%).

Segundo a pesquisa, alguns hábitos comportamentais do período pré-pandêmico devem voltar a ser integrados na rotina do brasileiro vacinado. Metade ou mais de metade dos entrevistados locais afirmam que, após a imunização, vão se sentir confortáveis em comer em restaurantes (67%), usar transporte público (59%), fazer voos domésticos (55%) e viajar para países onde a vacina está disponível (50%). No entanto, menos da metade diz se sentir confortável em ir a shows ou eventos esportivos (44%) e viajar para países onde a vacina ainda não está disponível (27%).

A pesquisa on-line foi realizada com 12.497 entrevistados com idades entre 16 e 74 anos de oito países, sendo 1.001 brasileiros. Os dados foram colhidos entre os dias 3 e 6 de junho de 2021 e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

Alerta

Para a infectologista Helena Brígido, da Sociedade Paraense de Infectologia (SPI), “o uso de máscaras mesmo após a vacinação deve ocorrer, pois a proteção com a produção de anticorpos é maior após mínimo de duas semanas após a segunda dose; as vacinas protegem contra casos moderados, graves e críticos, porém pode ocorrer infecção leve em que a pessoa pode manter o ciclo de transmissão”.

Helena Brígido destaca que ainda não se sabe “se todas as vacinas protegem contra todas as variantes, por isso, mesmo vacinados, podemos ter contato com as variantes e ter quadro que precise internar”.

Como recomendações para se evitar o contágio da doença  a pessoas ao se dirigirem a ambientes fechados ou mesmo em praias e piscinas no verão, a médica afirma: "Preferencialmente as pessoas não vacinadas deveriam evitar locais fechados, aglomerações, além de, vacinados ou não, usar máscaras e higienizar as mãos. Em viagens ou em visitas com várias pessoas ficar junto de pessoas que residam no mesmo domicilio".

Pará
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