BPA resgata 289 animais no Pará; PM alerta para aumento de silvestres no período chuvoso
De acordo com a Polícia Militar, o clima chuvoso, típico do chamado inverno amazônico, também propicia o aumento significativo nas demandas relacionadas ao aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas e residenciais
Em 2026, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) resgatou 289 animais no Pará. Desse total, 260 foram só na Região Metropolitana de Belém. A maioria desses registros, conforme o balanço da Polícia Militar (PM), são ocorrências com ofídios, sendo um total de 56 ocorrências. De acordo com a PM, clima chuvoso, típico do chamado inverno amazônico, também propicia o aumento significativo nas demandas relacionadas ao aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas e residenciais. Por isso, a corporação alerta que a população precisa tomar cuidados nesses momentos.
Os acionamentos recebidos envolvem, em sua maioria, situações relacionadas ao aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas ou residenciais, que geralmente encontram-se feridos, debilitados ou em situação de risco, assim como ocorrências que indicam possíveis crimes ambientais, tais como captura ilegal, criação irregular de animais em cativeiro, maus-tratos e tráfico de fauna silvestre.
“O BPA atua por meio de equipes especializadas, devidamente capacitadas e equipadas, realizando o atendimento das ocorrências de forma técnica e segura, observando protocolos de contenção e transporte. Sempre que possível, os animais são devolvidos ao seu habitat natural ou encaminhados para atendimento veterinário, quando constatada a necessidade de cuidados específicos”, explica o tenente Fagner Batista, do BPA.
“Após o registro da ocorrência por meio do Centro Integrado de Operações (CIOP), a demanda é submetida à triagem operacional, sendo posteriormente direcionada à guarnição especializada mais próxima da área de atendimento”, explica o oficial.
A equipe técnica do Batalhão de Polícia Ambiental realiza o deslocamento até o local indicado, onde são adotados procedimentos operacionais padronizados, observando protocolos de segurança, técnicas adequadas de manejo e contenção da fauna silvestre, bem como medidas voltadas à preservação do bem-estar animal e à mitigação de riscos à integridade física da população.
Orientações
Ao avistar um animal silvestre, não se deve tentar capturá-lo, tocá-lo ou alimentá-lo, pois tais atitudes podem provocar reações defensivas, resultando em acidentes, além de causar estresse ao animal. Ressalta-se que muitos animais silvestres podem transmitir zoonoses, bem como apresentar comportamento imprevisível quando se sentem ameaçados.
O BPA orientou ainda a não matar, ferir ou perseguir o animal, tendo em vista que a fauna silvestre é protegida pela legislação ambiental brasileira, sendo a sua proteção um dever de todos. A intervenção inadequada pode agravar possíveis ferimentos do animal e comprometer sua reintegração ao habitat natural.
A conduta correta consiste em manter distância segura, evitar aglomerações e acionar imediatamente o serviço da unidade especializada por meio do telefone 190 – CIOP, solicitando o apoio do Batalhão.
Encaminhamentos
Após o resgate, todos os animais silvestres são submetidos a uma avaliação clínica inicial, com o objetivo de verificar seu estado de saúde e definir os procedimentos adequados para cada caso.
Indivíduos que apresentam debilidade, lesões ou quaisquer alterações fisiológicas são encaminhados a instituições parceiras especializadas em atendimento médico veterinário, tais como o Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia, o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o Centro Amazônico de Herpetologia, entre outros colaboradores técnicos.
“Os animais considerados clinicamente aptos, que não apresentam sinais de domesticação ou dependência antrópica, são destinados à soltura em seu habitat natural, seguindo critérios técnicos e legais”, reforçou o tenente Fagner.
As principais áreas utilizadas para esse fim são Unidades de Conservação, com destaque para o Parque Estadual do Utinga no município de Belém e o Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia, localizado no município de Marituba. Esse procedimento visa garantir o bem-estar dos animais resgatados, bem como a manutenção do equilíbrio ecológico e a conservação da biodiversidade local.
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