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Bombons do Apeú: Sabores de Castanhal para o Japão

A decisão de mudar de vida já era uma vontade antiga, mas Leila tinha muito medo de dar o passo definitivo

Patrícia Baía

Bombom de chocolate. Ah, que delícia! Difícil achar quem não goste. Só de ouvir o barulhinho do papel sendo cuidadosamente desenrolando já dá água na boca. Quando na boca vem aquela explosão de sabores provocada pela mistura do chocolate com o recheio. Assim são os bombons artesanais produzidos pela Leila Campos, uma mulher batalhadora de 45 anos.

Leila mora na vila do Apeú, em Castanhal e há 15 anos produz seus bombons que já foram saboreados até no Japão. “Uma cliente fez uma grande encomenda para levar para o filho que morava no Japão e foi um sucesso por lá”, disse Leila Campos.

Bombons Apeú: o diferencial está no sabor (Ivaldo Miranda/ Especial para O Liberal)

Leila aprendeu a fazer bombons em um curso gratuito em Belém. “Era uma loja que vendia material para todo tipo de artesanato e eu fui fazer. Gostei muito e fui me aperfeiçoando aos poucos, mas não fazia bombom para ter renda. Eu não tinha tempo pra me dedicar”, explicou.

Então em 2022 aconteceu a virada de chave na vida da doméstica que decidiu pedir as contas para se tornar uma empreendedora e trabalhar de fato com seus deliciosos bombons artesanais de chocolate. “Desenterrei meu sonho”, disse Leila Campos.

A decisão de mudar de vida já era uma vontade antiga, mas Leila tinha muito medo de dar o passo definitivo e ele veio com um empurrãozinho da também empreendedora Telma Lemos, dona da marca Telma Quitutes e que foi nossa entrevistada na edição passada do caderno de Castanhal.

“Eu estava escutando o programa de rádio da Telma e ela estava falando sobre sonhos, sobre empreender e que a gente pode sim mudar e virar empreendedora e fazer aquilo que a gente sabe e tornar isso uma profissão. Foi assim que tive coragem de pedir para sair da casa onde eu trabalho”, disse Leila Campos.

Logo marca, uniforme padronizado, embalagens e outros mimos estão sendo cuidadosamente pensados e sonhados para que o Bombons Apeú seja um sucesso ainda maior. “Eu já aceitava pequenas encomendas e quando era um volume maior ficava com medo de não dar conta por causa do trabalho, mas agora vai ser tudo diferente”, contou a empreendedora.

Os recheios dos bombons são o grande segredo do sucesso dos Bombons Apeú. Leila está investindo no que ela chama de quarteto fantástico, que são os tradicionais cupuaçu, castanha do Pará, bacurí e o açaí. “O chocolate nem é tanto o principal, porque bombom de chocolate tem em todo lugar, mas os meus são diferenciados porque tem um capricho no recheio. O meu quarteto fantástico se destaca. Quem experimenta sente de fato o sabor da fruta”, explicou Leila Campos.

Bombons de cupuaçú, bacuri, castanha e açaí estão entre os favoritos (Ivaldo Miranda/ Especial para O Liberal)

O próximo passo da empreendedora Leila será procurar conhecimento e aperfeiçoamento. “Quero ir até o Sebrae para adquirir todo o conhecimento necessário para ter sucesso. A força de vontade eu sempre tive e agora estou mais focada que nunca. Tenho apoio de toda a minha família, amigos e vizinhos. Vai dar certo”, disse Leila Campos.

A história do chocolate -Tudo começou na américa latina

Os 4000 anos de história do chocolate começaram na Mesoamérica antiga, o atual México. Foi lá que as primeiras plantas de cacau foram encontradas. Os Olmecas, uma das primeiras civilizações da América Latina, foram os primeiros a transformar a planta de cacau em chocolate. Estes bebiam o chocolate durante rituais e usavam-no como remédio.

Séculos mais tarde, os Maias apelidaram o chocolate como a bebida dos deuses. O chocolate Maia era uma venerada bebida feita de sementes de cacau torradas e moídas misturadas com malaguetas, água e milho. Os Maias deitavam essa mistura de um pote para outro, criando uma espessa bebida espumosa chamada "xocolatl", que significa "água amarga".

De onde vem o chocolate? O chocolate chega a Espanha

Ninguém sabe ao certo quando o chocolate chegou a Espanha. A lenda diz que o explorador Hernán Cortés trouxe o chocolate para sua terra natal em 1528.

Acredita-se que Cortés tenha descoberto o chocolate durante uma expedição às Américas. Quando buscava ouro e riquezas, encontrou uma chávena de cacau oferecida pelo imperador Asteca.

Quando Cortés voltou para casa, introduziu as sementes de cacau em Espanha. Embora ainda servido como bebida, o chocolate espanhol foi misturado com açúcar e mel para adoçar o seu sabor naturalmente amargo.

O chocolate rapidamente se tornou popular entre os ricos e abastados. Mesmo os monges católicos adoravam o chocolate e bebiam-no para ajudar nas práticas religiosas.

O chocolate permaneceu imensamente popular entre a aristocracia europeia. Os Reis e as classes superiores consumiam o chocolate devido aos seus benefícios para a saúde, bem como pelo prazer.

O chocolate ainda era nesta altura produzido à mão, o que queria dizer que era um processo lento e laborioso. Mas, com a Revolução Industrial quase a chegar, tudo estava prestes a mudar.

Em 1828, a invenção da máquina de prensar revolucionou a produção de chocolate. Este dispositivo inovador permitia espremer a manteiga de cacau dos grãos torrados, deixando um pó de cacau fino.

O pó foi então misturado com líquidos e colocado num molde, onde solidificou numa barra comestível de chocolate.

E assim, nasceu a era moderna do chocolate.

Pará
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