Belém tem aumento de 197% de casos de dengue no primeiro semestre deste ano

Foram 119 casos confirmados de janeiro a junho deste ano

Redação Integrada

O Pará registrou, nos primeiros seis meses deste ano, 3.623 casos suspeitos de dengue. Deste total, houve 1.079 confirmações da doença e 610 casos ainda estão em investigação. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). No Estado, de 1º de janeiro a 1º de junho de 2020, houve uma redução nos casos de dengue de 24,54% em relação ao mesmo período do ano passado. Os municípios com maior número de casos confirmados de dengue em 2020 foram Altamira (196); Novo Progresso (182); Belém (97); Vitória do Xingu (71); Santarém (55); Santana do Araguaia (40); São Félix do Xingú (39); Rio Maria (33); Bannach (32); Ourilândia do Norte (32).

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Já em Belém, houve um aumento de 44,6% nos registros de suspeita da doença. Já os casos confirmados, na capital paraense, tiveram um acréscimo de 197,55%, com 119 casos. Os bairros com confirmação de casos de dengue em Belém foram Guamá (28); Cremação (16); Canudos (14); Terra firme (13) e Marco (8).

Em relação aos casos de Chikungunya, foram notificados 1.419 casos suspeitos no Estado. Destes, 79 foram confirmados e os demais ainda estão em análise. De 1º de janeiro a 1º de junho de 2020, no Pará, a redução foi de 95,84% com relação ao ano de 2019. O município que registrou o maior número foi Santarém, com 17 registros.

Em Belém, de acordo com a Sesma, após dois anos de muitos registros de notificações, houve diminuição nos registros de notificações e casos confirmados respectivamente, sendo, 86,5% (em notificações), e 98,7% nas ocorrências de casos confirmados, com 13 casos.   Há o registro de único caso confirmado nos seguintes bairros: Bengui, Cabanagem, Canudos, Cruzeiro, Curió Utinga, Jurunas, Maracangalha, Marco, Parque Guajará, Pedreira, Tapanã, Telégrafo e Castanheira.

Quanto aos casos de Zika vírus em 2020, foram registrados 78 casos notificados. Destes, 15 foram casos confirmados e os demais aguardam resultado. Neste mesmo período, o Pará registrou uma redução de 59,45% se comparado ao ano passado. Todos os casos foram registrados no município de Santarém, na região oeste.

Em Belém, houve um decréscimo de mais 50% nos registros, e nos casos confirmados, uma diminuição de 100% de casos da doença. Não houve confirmações da doença este ano em Belém.

A Sesma esclareceu que segue as atividades conforme as orientações do Ministério da Saúde. De acordo com a secretaria, foram adotadas adequações das ações de vigilância frente à atual situação epidemiológica referente da Covid-19, dentre elas: permanência das atividades de controle vetorial, priorizando os pontos estratégicos, que são, atualmente, 440 imóveis no município (cemitérios, borracharias, ferros-velhos, depósitos de sucata ou de materiais de construção, garagens de ônibus e de outros veículos de grande porte, além de locais sugeridos pela população como sugestivos a criadouros).

Quanto à situação das visitas domiciliares, os agentes de saúde, obedecendo o protocolo do MS, estão realizando atividades apenas na área de frente, lados e fundo do quintal ou terreno, ou em entrevista no estilo lista de verificações de depósitos vulneráveis ou check list. A Sesma orientou a comunidade a adotar medidas domiciliares de autocuidado dos ambientes, remoção mecânica dos possíveis depósitos do mosquito Aedes aegypti e vistoria semanal no domicilio, reconhecendo e recolhendo objetos que podem acumular ou reservar água.

Já a Sespa afirmou que realiza ações para conter os números de doenças ocasionadas pelo aedes aegypti, entre elas, a elaboração do Plano de Contingência Estadual de Dengue, Chikungunya e Zika e divulgação mensal do informe epidemiológico. A orientação para as prefeituras é manter ações de vigilância da Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses, que estabeleceu recomendações aos agentes de endemias para adequação das ações de vigilância e controle de zoonoses frente à atual situação epidemiológica referente ao novo coronavírus.

"É importante que as famílias verifiquem o seu domicílio e o entorno dele uma vez por semana para identificar e eliminar possíveis criadouros: conservar a caixa d’água, tonéis e barris de água bem fechados; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada; não deixar água acumulada sobre a laje, manter garrafas com boca virada para baixo; acondicionar pneus em locais cobertos; proteger ralos sem tampa com telas finas, encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda e lavá-los uma vez por semana, etc. São medidas que as famílias devem incorporar no seu dia a dia para evitar a proliferação do Aedes aegypti, não apenas neste momento de isolamento social, mas o tempo todo", orientou a Sespa.

Pará
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