Belém é a segunda cidade com maior taxa de roubos e furtos de celulares em 2025, aponta Anuário
Além da capital paraense, Ananindeua e Marituba aparecem entre as 20 cidades com população superior a 100 mil habitantes com maiores registros
Belém é o segundo município — com população superior a 100 mil habitantes — com maior taxa de casos de roubo e furto de celular no Brasil em 2025. Além da capital paraense, Ananindeua ocupa a 9ª posição e Marituba aparece em 14º lugar no ranking. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na manhã desta quinta-feira (23/7). O primeiro e terceiro lugar ficam com São Luís, no Maranhão, e São Paulo, respectivamente.
O levantamento mostra que, das 20 cidades, oito delas são da Região Nordeste, seis estão na Região Norte e seis pertencem à Região Sudeste. De acordo com o Anuário, Belém registrou uma taxa de furto/roubo de celular de 1487, enquanto Ananindeua contabilizou 979,5 e Marituba, 863,2.
A pesquisa revelou ainda que, no Nordeste, o pico de casos de furto aconteceu nos meses de fevereiro (9,7%), março (10,3%) e junho (12,8%), que concentram respectivamente pré-Carnaval, Carnaval e São João. O Sul e o Sudeste tiveram alta nos registros entre fevereiro e março, enquanto no Norte a incidência foi maior em outubro, provavelmente em função do Círio de Nazaré.
Segundo o documento, apesar de São Paulo ficar na terceira posição em termos de taxa, a cidade faz referência ao maior mercado consumidor do país e ao principal polo nacional de roubos e furtos de celulares em números absolutos. Assim, a cidade concentra 5,6% da população e 20% de todos os roubos e furtos de celular do país.
Com relação aos roubos, março foi evidenciado como o mês de maior incidência para quase todas as regiões, sendo a única exceção a Região Sul, em que o pico de ocorrências se deu em janeiro (9,8%) e julho (9,7%), meses de férias escolares.
Números em 2025
Os casos de roubo de celulares tiveram redução de 18,6% em 2025, segundo o anuário. No último ano, 308.723 casos foram registrados, contra 377.787 contabilizados em 2024.
De acordo com o levantamento, apenas o estado do Rio de Janeiro não acompanhou o padrão e apresentou crescimento de 19,4% no roubo de celulares no mesmo período. Em 2025, o estado contabilizou 25.581 casos de roubo, contra 21.416 registrados em 2024.
Os dados ainda apontam que, em 2025, foram registradas 792.284 ocorrências de roubo e furto de celular, taxa equivalente a 371,2 casos a cada 100 mil habitantes. O balanço representa uma diminuição de 7,7% em relação aos números de 2024, quando foram registradas 855.113 ocorrências.
Quando analisadas as ocorrências de furto, no entanto, os números apresentam aumento de 0,9% em 2025, quando foram registrados 483.581. Em 2024, o país havia contabilizado 477.326 ocorrências. Atualmente, 6 em cada 10 celulares subtraídos no Brasil são fruto de furtos e 4 em cada 10 são derivados de roubos.
Confira os 20 municípios com as maiores taxas
- 1º: São Luís (MA) - 1.517,0
- 2º: Belém (PA) - 1.487,0
- 3º: São Paulo (SP) - 1.390,5
- 4º: Salvador (BA) - 1.195,0
- 5º: Lauro de Freitas (BA) - 1.144,5
- 6º: Porto Velho (RO) - 1.123,2
- 7º: Manaus (AM) - 1.107,1
- 8º: Olinda (PE) - 1.060,3
- 9º: Ananindeua (PA) - 979,5
- 10º: Teresina (PI) - 975,3
- 11º: Recife (PE) - 965,3
- 12º: Cariacica (ES) - 932,2
- 13º: Vitória (ES) - 930,8
- 14º: Marituba (PA) - 863,2
- 15º: Macapá (AP) - 831,6
- 16º: Belo Horizonte (MG) - 831,3
- 17º: Natal (RN) - 806,8
- 18º: Itapecerica da Serra (SP) - 801,2
- 19º: Fortaleza (CE) - 796,0
- 20º: Rio de Janeiro (RJ) – 793,7
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.
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