Período de férias e calor intenso levam turistas à Praia do Tucunaré, em Marabá
O banco de areia sazonal emerge de maio a outubro e atrai visitantes de todo o sudeste do Pará e até de outros estados
Quando a conversa marca o início do verão amazônico, ainda em meados de maio, o visual na orla do Rio Tocantins, em Marabá, já ganha contornos de férias. Este ano, o banco de areia sazonal que se forma na Praia do Tucunaré emergiu cedo, desenhando a silhueta do principal balneário da região sudeste do Pará. O movimento antecipado é justificado pela forte onda de calor: nas últimas semanas, a sensação térmica na cidade tem se aproximado dos 38°C, transformando o Rio Tocantins no refúgio perfeito para a população local e turistas.
Nos finais de semana, a faixa de areia fica lotada, mas o fluxo intenso não representa apenas lazer. Para a economia local, a temporada é sinônimo de bolso cheio. Barqueiros, barraqueiros e ambulantes comemoram a entrega precoce. "Esse período é muito bom para nós, né? Porque a gente aumenta mais um pouco a nossa renda. A gente que tem barco já vem para a orla no final de semana para tentar ganhar mais um pouco. Julho é o melhor mês porque vem muitas pessoas de fora da cidade", explica o barqueiro Valdemar Trindade.
Experiente na travessia de banhistas, seu Valdemar faz um apelo para que os visitantes se preocupem com os requisitos de segurança ao embarcar em para o balneário. "O turista quando deve exigir pegar uma embarcação dos associados, não dos clandestinos que não têm colete. Procurem pessoas de responsabilidade com as suas embarcações, pois estamos trabalhando com vida, com seres humanos".
A percepção do barqueiro é confirmada na prática. Caminhando pelas águas mornas do Tocantins, onde as tradicionais cadeiras e mesas dos barraqueiros ficam parcialmente submersas, é fácil encontrar quem passa centenas de quilômetros para curtir o veraneio paraense.
O servidor público Dulce Carvalho não poderia esperar chegar ao final da semana e decidiu ir em dia útil para a praia. “Estou de férias da faculdade e folga do trabalho, vou levar as crianças pra brincar, elas já estão de férias, vamos todos aproveitar a praia que é a diversão que a gente tem”, disse, ressaltando o caráter democrático dos dias à margem do Rio Tocantins.
Na areia da praia, é possível encontrar um público que só precisa de um raio de sol para se permitir curtir o veraneio. Professores, por exemplo, são a prova de que não são apenas os alunos que aproveitam as férias com direito a protetor solar e peixe frito. “Não, os professores precisam, especiais, né? Isso é uma terapia para nós”, relata a educadora Tina Ribeiro. "A gente prefere vir durante a semana mesmo, porque é mais tranquilo, dá pra gente curtir melhor a praia. Sem tanta gente", conta a professora Cristiane Rodrigues.
Ao visitar a Praia do Tucunaré, os banhistas também contam com serviços completos, com oferta de pratos com peixes regionais e opções oferecidas. "Nós temos tambaqui e tucunaré, tudo fritinho na hora. E também temos outros petiscos, como carne de sol, frango a passarinho, calabresa, para atender a quem não estiver comendo pescado. As refeições contam com porções completas também com arroz, baião, farofa. Uma delícia", detalha a barraqueira Amyna Veloso.
Travessia do Rio Tocantins dura menos de cinco minutos e custa R$7,00 (Tay Marquioro)
Como chegar?
Marabá fica localizada a cerca de 500 quilômetros de Belém. Partindo da capital, a viagem de ônibus leva em torno de 10 horas pela rodovia PA-150, com passagens custando entre R$ 180,00 e R$ 200,00 por trecho. Para quem prefere rapidez, o município conta com o Aeroporto João Corrêa da Rocha. Mas a palavra de ordem é planejamento, porque as passagens aéreas para o mês de julho costumam ficar mais caras. Ao desembarcar na cidade, seja no aeroporto ou em um dos dois terminais rodoviários, o turista encontra farta oferta de táxis, aplicativos de transporte e transporte público.
Quanto custa o passeio?
A Praia do Tucunaré é uma ilha fluvial visível, em geral, de maio e outubro. O acesso é feito exclusivamente de barco a partir da orla da cidade. A travessia leva apenas cinco minutos por águas calmas e custa R$ 7,00 por pessoa.
Na ilha, a estrutura conta com bolsas de barracas que oferecem refeições completas, que custam em média R$ 200,00 e servem até três pessoas. Para quem quer economizar, é totalmente permitido levar a própria estrutura, como guarda-sol, caixas térmicas e barracas de camping.
Além da praia: o que fazer em Marabá?
Se o visitante planeja planejar o roteiro, a cidade oferece boas opções culturais e gastronômicas.
O Museu Municipal Francisco Coelho, localizado em Marabá Pioneira, abriga exposições que recontam os ciclos socioeconômicos da região e a história de formação da cidade.
A Orla do Rio Tocantins é o principal cartão-postal da cidade e famoso por seu pôr do sol imponente. Nas primeiras horas do dia, há uma grande concentração de pessoas que utilizam o local como cenário para corridas e caminhadas. Já no fim de tarde, o calçadão ganha vida com uma grande variedade de bares e restaurantes, ideal para encerrar o dia de calor com a culinária local.
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