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Bebidas energéticas oferecem risco à saúde de crianças e adolescentes

Academia Americana de Pediatria diz que o consumo de bebidas estimulantes deve ser evitado para menores de 18 anos

Camila Guimarães

Um estudo norte americano, publicado na revista Neurosci Biobehav, revelou que o consumo de cafeína por crianças e adolescentes aumentou 70% nos últimos 30 anos. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, o consumo de bebidas estimulantes deve ser evitado ou restringido para menores de 18 anos. No Brasil, a  Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei (PL 455/15) que proíbe a venda, oferta e consumo de bebidas energéticas, ricas em cafeína, a menores de 18 anos, sob pena de advertência, multa e até cancelamento da autorização de funcionamento da empresa.

O projeto será avaliado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário. Enquanto isso, no dia a dia, nos supermercados, consumidores revelam, de fato, já terem uma preocupação com o consumo de cafeína por crianças e adolescentes dentro de casa.

A pensionista Ana Viegas, avó do João de 9 anos, diz que procura evitar que o neto consuma bebidas energéticas e ricas em cafeína, ainda que o café propriamente dito faça parte da rotina da casa: “Ele só toma café pela parte da manhã. Mais leite do que café. Achocolatado ele não toma”, ela diz.

O analista de sistemas, Rodrigo Souza, de 42 anos, é pai da Mariah, de 10, e conta que na casa deles o cuidado é semelhante: “Eu acho que ela não pode tomar em grandes quantidades para que não se torne um estimulante ou vicie. Acho que em pouca quantidade, o café não faz mal”.

A respeito de outras bebidas que também podem ter efeito estimulante ou energético, Rodrigo diz que o cuidado é mais rigoroso: “A família toda evita, na verdade, porque geralmente essas bebidas têm um alto teor calórico e às vezes pessoas sentem algum tipo de arritmia, então a gente prefere não consumir”.

 

Nutricionista destaca os efeitos adversos à saúde das bebidas estimulantes

Na avaliação da nutricionista Paloma Queiroz, a cafeína é uma das principais substâncias estimulantes em bebidas consideradas energéticas, gerando efeitos como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, desidratação e insônia. “O consumo também está relacionado a cefaleias e ansiedade. Apesar de alguns estudos comprovarem melhoria na memória e concentração, não existe informação sobre esse efeito das bebidas energéticas em crianças e adolescentes”, explica a especialista.

Paloma diz que outro efeito adverso a partir do uso de estimulantes é o risco aumentado de obesidade e cáries dentárias, devido seu alto valor calórico e grande quantidade de carboidratos. “O excesso de calorias está relacionado com o aumento da pressão arterial, índice de massa corpórea, glicemia em jejum, deficiência de cálcio, entre outros”.

Mas não são apenas o café e os energéticos esportivos que podem apresentar valores significativos de cafeína ou outras substâncias estimulantes. Paloma elenca chás (preto, mate, branco, verde), refrigerante de cola, achocolatados e guaraná natural como outras bebidas com as quais tomar cuidado. “Por isso, sempre é indicado que o pai ou responsável observe o rótulo das bebidas e busque se informar dos elementos estimulantes que fazem parte da composição, contando com o poio também de um profissional em nutrição”, conclui.

Consumidores dizem já se preocupar com o consumo de bebidas estimulantes por crianças no dia a dia. (Ivan Duarte / O Liberal)

Confira a quantidade de cafeína em algumas bebidas

Café - 240 ml de café tem de 60 a 120 mg de cafeína.

Guaraná - A cada 240 ml, são de 35 a 40 mg de cafeína.

Refrigerante (cola) - 350 ml contém cerca de 30 a 35 mg de cafeína.

Chá verde - 240 ml da bebida têm, em média, 20 mg de cafeína.

Chocolate - 240 ml de leite com achocolatado tem de 5 a 10 mg de cafeína, podendo ter também de 15 ou 20 mg de acordo com o tipo de chocolate. Quanto mais amargo, mais cafeína.

Fonte: Blog VillaCafé

Pará
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